Defesa Sanitária Brasileira

Categoria Geral - 18 de Janeiro de 2015

Na avaliação de Almir Dalpasquale, presidente da Aprosoja Brasil (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), “o Brasil ainda perde muito por não ter uma política de defesa sanitária ajustada ao dinamismo e à necessidade do campo”. Segundo ele, “uma praga nova que entra no País deixa isso muito claro”.

Ele cita como exemplo o caso da Helicoverpa armigera: “O tempo de resposta do governo para liberar produtos de defesa e organizar um plano de controle dessa praga expôs a precariedade de todo um sistema de registro e disponibilização de tecnologias, inclusive de produtos genéricos e biológicos”.

Dalpasquale conta que a Aprosoja foi obrigada a elaborar listas de produtos prioritários e trabalhar intensificando a pressão política sobre os órgãos de registros. “A entidade percebeu o grande gargalo, a lei e normas atuais acoleiraram a ciência e soltaram as feras da burocracia, criando um grande cartório. Se considerarmos o prazo médio de registro de seis anos para um produto novo, é o mesmo que condená-lo a ser lançado já obsoleto”, lamenta.

O dirigente adiantou que a Aprosoja Brasil trabalhou durante todo o ano de 2014 em uma proposta de atualização do marco legal de agrotóxicos e de defesa vegetal. “Mas é um assunto para ser resolvido no médio prazo, por isso, ainda teremos muito trabalho em 2015.”

Fonte: Agrolink Autor: Leonardo Gottems

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