Ferrugem da Soja

Categoria Geral - 28 de dezembro de 2014

Sojicultores do Mato Grosso do Sul apontam que a ferrugem da soja desenvolveu resistência aos fungicidas do grupo das estrobirulinas. A confirmação foi feita pelo diretor e Pesquisador da Fundação Chapadão, Edson Borges, após comunicado da empresa Dupont relatando que fora detectada alteração na posição 129 – uma mutação substituindo o aminoácido Fenilalanina pela Leucina.

Na prática, trata-se de uma chamada “resistência parcial”, indicando que os produtos até agora utilizados para controle da ferrugem da soja poderão apresentar performances diferentes no controle desta doença a campo. O problema foi anunciado em reunião convocada Fundação Chapadão produtores rurais, gerentes de fazenda e consultores da região dos chapadões dos estados do Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso.

A resistência foi confirmada em documento enviado pelo Comitê de Ação a Resistência a Fungicida (FRAC Brasil). A associação (sem fins lucrativos) é dedicada ao fomento à pesquisa e desenvolvimento de trabalhos com produtos fitossanitários na área de resistência, com reconhecimento pela FAO e OMS das Nações Unidas.

O FRAC salienta, por outro lado, que não foram encontrados indivíduos resistentes aos fungicidas Qol’s nas populações avaliadas, apesar de ter sido relatado pela primeira vez a mutação na posição F129L do gene do citocromo “b”. Citações da Embrapa soja através do Consórcio Antiferrugemm (CAF) dão conta de que, ao proceder a sequência das avaliações, verifica-se que alguns produtos efetivamente vem diminuindo a performance ao longo destes anos.

Borges apontou que há várias soluções que poderiam serem adotadas: aumento de dose, complementação com fungicidas, rotação de produtos, associação com outros fungicidas do grupo dos protetores. Para ele, no entanto, a saída seria a aceleração de registro de novas moléculas de ação protetora e/ou de novos grupos químicos, e que isso é uma questão de “segurança nacional”.

Fonte: Agrolink Autor: Leonardo Gottems

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