Não a proibição da vaquejada!

Categoria Geral - 26 de outubro de 2016

A atitude intempestiva do Supremo Tribunal Federal (STF) em proibir a prática da vaquejada em todo território nacional, provocou forte indignação no setor pecuário goiano. Historicamente, em 1614 foi registrado a primeira feira Pecuária no Brasil, na Bahia. Nessa e nas outras feiras que se seguiram, eram feitas as apartações – partilhas na unha e na raça –, onde a bravura e a destreza dos peões eram demonstradas e aplaudidas, e posteriormente premiadas. Assim deram início as precursoras vaquejadas no país.

Após 1700 a coroa baixou uma lei obrigando a pecuária a ser explorada além de 80 quilômetros a partir da faixa litorânea, para que assim, ultrapassando o limite do Tratado de Tordesilhas, o território brasileiro se expandisse nos cascos de gado e cavalo, sob a vaquejada diuturna de bravos peões.

O vaqueiro foi o fato novo no desenho imutável dos feudos. Criou emprego e propriedades. Foi figura decisiva de mobilização social, expansão territorial e criação de riquezas. O desenho geográfico que temos hoje no Brasil, a real ocupação do território nacional, devemos ao trabalho importante da pecuária e dos vaqueiros.

O STF quer extinguir a vaquejada, por ser a celebração da cultura inferior à proteção do meio ambiente. Daí eu pergunto, de qual ambiente? A cada dia o cuidado com os animais e pessoas envolvidas nas vaquejadas alcançam níveis e espaços cada vez mais significativos no Brasil. Qual fundamento que o STF está usando? A quem ouviram? Ao setor, certamente não!

Essa ação, da proibição da vaquejada – prática centenária quase tão antiga quanto o Brasil –, certamente foi tomada por meio de fatos parciais, tendenciosos e distorcidos, sem nenhuma preocupação em ouvir pessoas ligadas ao setor e ao esporte. Aqueles que proíbem a vaquejada demonstram, entre outras palavras, ignorância sobre a realidade desse esporte, sobre a história brasileira, além de desrespeito com a nossa cultura.

Nessa terça feira, dia 25 de outubro, convido a classe política, as entidades classistas, a todos os companheiros da pecuária bovina e equídea para estarem na manifestação pública em Brasília, em auxilio pela revogação desse ato equivocado do STF.

A prática da vaquejada é uma celebração da nossa história, da verdadeira alma brasileira. Os 700 mil empregos diretos e indiretos proporcionados pelo esporte são indispensáveis ao país. Somos uma nação com quase 12 milhões de desempregados. Venham conosco em defesa desse corajoso esporte que tanto orgulha a nossa pecuária.

Maurício Velloso é pecuarista e presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Faeg

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