Café: Após altas recentes, realizações derrubam cotações do arábica em NY em mais de 400 pts nesta 5ª

Em movimento de realização de lucros após as recentes altas e com a resistência para avançarem acima de US$ 1,35 por libra-peso, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com queda próxima de 400 pontos nesta tarde de quinta-feira (4). Além disso, o mercado também segue atento ao clima no Brasil com colheita sendo registrada em algumas áreas.

Por volta das 12h51 (horário de Brasília), o contrato maio/17 registrava 135,00 cents/lb com 100 pontos de alta (fechamento da véspera), o julho/17, referência de mercado, estava cotado a 133,40 cents/lb com recuo de 405 pontos. Já o vencimento setembro/17 caía 405 pontos, a 135,65 cents/lb, e o dezembro/17, mais distante, também tinha desvalorização de 405 pontos e estava sendo negociado a 139,15 cents/lb.

Após quatro altas seguidas e valorização acumulada de quase 800 pontos, o mercado do arábica se ajuste tecnicamente com liquidações sendo vistas. De acordo com a agências internacionais de notícias, negociadores disseram que os preços encontraram resistência na marca de US$ 1,37/lb, provocando quedas, embora baixos volumes sinalizassem uma fraca convicção do movimento.

“A verdade é que as quedas da última semana foram muito expressivas e estas altas vem apenas ajustar os preços com a realidade do mercado”, disse em relatório na véspera o analista de mercado da Origem Corretora, Anilton Machado, em referência à valorização no mercado do arábica nas últimas quatro sessões.

A colheita do café arábica da safra 2017/18 já começou em algumas áreas produtoras do Brasil, ainda que não expressivamente, e o clima também está no foco do mercado. Os trabalhos devem ganhar mais ritmo nos próximos meses. Já há relatos de colheitas sendo realizadas no Sul de Minas Gerais, maior região produtora do grão no país, e Cerrado Mineiro. No cinturão produtivo de café conilon (robusta), a colheita também já começou.

O câmbio também contribuiu para o viés negativo das cotações, pois impacta diretamente nas exportações da commodity. Às 12h, a moeda norte-americana avançava 0,56%, vendida a R$ 3,1764, com investidores cautelosos com a reforma da Previdência.

No Brasil, por volta das 09h38, o tipo 6 duro era negociado a R$ 470,00 a saca de 60 kg em Patrocínio (MG) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 465,00 a saca e em Espírito Santo do Pinhal (SP) estava sendo cotado a R$ 450,00 a saca.

Fonte: Notícias Agrícolas