Comissão de corte alerta pecuaristas para vendas À VISTA

Em meio a uma das maiores cortinas de fumaça já produzidas, a visão do panorama simplesmente desaparece. Comoção, ansiedade e insegurança são naturais, frente a esse quadro. Sugiro que respire fundo e reflita.  Em meio às denúncias de envolvimento ilícito do JBS com órgãos oficiais, e um dia antes da maior peça de teatro encenada no Brasil (a gravação do presidente), ele (grupo JBS) suspende toda compra à vista. Não existe coincidência. Todas as ações são milimetricamente orquestradas, e visam tão somente os objetivos da indústria e também, os objetivos políticos do grupo. Mas isso tudo em nada modifica o consumo de carnes no Brasil e no mundo. Salvo indigestão num grupo reduzido de políticos. A hora é de nos organizarmos como classe.  De nos orquestrarmos nas vendas e nas compras, atentos como nunca às orientações do nosso grupo. A hora é de privilegiarmos os outros frigoríficos, notadamente os pequenos. E sempre, SEMPRE procurando as negociações (vendas) homeopáticas e À VISTA! A absoluta falta de ética desnudada nesse e em outros episódios deve ser a nossa antítese. Nossa conduta, mais que nunca, deve ser firme e correta. “Roer a corda”, nunca! Precisamos estar coesos, mesmo que doa. A corda do violino pecuário está bastante esticada. E acredito que estique ainda mais.  É o preço a pagar por um instrumento aferido, afinado e de bom som. Não se permitam pânico. Ajam com serenidade e à luz do bom senso. E não se esqueçam de estar “ligados”, atentos e operantes. Essa pode ser a melhor crise da vida de vocês.

Maurício Velloso

Pres. da Com. de Pecuária de Corte da FAEG