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Conservação de água e solo: centelha da produção sustentável

Por Cláudia Abrão Nogueira*

Um dos grandes fatores na promoção de uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável é a discussão em torno da agricultura familiar. Com o seu latente potencial de desenvolvimento, a ação e a influência do Estado, além de ideologias culturais sobre a produção e o meio ambiente, esse tema se coloca, primordialmente e sem dúvida, no cerne da questão.

Apesar do esforço de integrar elementos ou aspectos sociais e ambientais, dentre outros, a geração de renda e de emprego permanece no centro dessa pauta, intocável e hegemônica. O Governo de Goiás acredita que o processo de mudança na concepção desse tema deve se dar de forma interdependente, em planos territoriais múltiplos e diversificados. Deve envolver ainda toda a sociedade, e não apenas a estrutura agrícola, além de garantir que nenhuma estratégia de desenvolvimento rural poderá se assentar sem a priorização do meio ambiente.

Como parte de ações nesse sentido, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) desenvolve, por exemplo, projetos de sustentabilidade rural que estão fundamentados na adoção de tecnologias, tais como a recuperação de áreas degradas visando a conservação do solo e da água, o manejo sustentável de mata nativa e plantio florestais comerciais bem estruturados, bem como a Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF).

Alguns dos resultados mais concretos dessas ações, que são alvo de todo este trabalho por parte da gestão estadual, incluindo o trabalho desenvolvido pela Seapa, são a produção de água por meio do cercamento das nascentes, somada ao sistema de terraceamento e barraginhas, proporcionando a maior infiltração de água no solo. A diferença será notada no período chuvoso, contudo no período da seca é que se tornará evidente, fazendo com que a pastagem fique verde por mais tempo.

Essas pequenas intervenções induzem e afloram no produtor não apenas a vantagem do manejo sustentável, mas o conceito da função social da sua propriedade. Assim, consolida-se a consciência e responsabilidade socioambiental, como por exemplo com o abastecimento da região metropolitana. Dessa forma, a empregabilidade de técnicas sustentáveis veio a lume com o aumento da produtividade.

A aplicação de boas práticas de sustentabilidade e conservação da biodiversidade, somada ao emprego de técnicas e tecnologias de manejo sobretudo na agricultura familiar, depende da sinergia e cooperação institucional com diversos entes, sobretudo parceiros como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater, Sistema Faeg Senar, sociedade civil e demais organizações, garantindo dessa forma a consolidação de uma robusta política pública de desenvolvimento rural sustentável.

Os desdobramentos dos projetos ali implantados favorecem de forma natural o envolvimento da inciativa privada, provendo a abertura do mercado para os produtos ofertados, atendendo também exigência dos consumidores.

O direito social deverá ser garantido de um modo que a dignidade do agricultor seja restaurada, permitindo assim que ele possa usufruir verdadeiramente da liberdade e direitos fundamentais.

*Cláudia Abrão Nogueira é gerente de Infraestrutura Rural da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa)

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