Consumo dos cafés especiais cresce 12% ao ano em nível mundial

Cultivares de alta qualidade desenvolvidas pela pesquisa têm contribuído para produção de cafés especiais no Brasil

O segmento dos cafés especiais tem registrado nos últimos 15 anos um incremento bastante expressivo da demanda em nível mundial, em média 12% ao ano, enquanto que os cafés tradicionais (commodity) têm crescido a uma taxa anual de 2%. Muitos são os fatores que podem ser atribuídos direta e indiretamente a esse crescimento do consumo dos cafés especiais, os quais abrangem uma ampla gama de conceitos e práticas.

Instituições de pesquisa, ensino e extensão, do Consórcio Pesquisa Café coordenado pela Embrapa Café, têm conjugado esforços para desenvolver tecnologias visando associar atributos positivos às cultivares que contribuem para produzir cafés especiais e atender aos exigentes consumidores dessa bebida em qualquer parte do planeta. Nesse sentido, a edição da revista NEGÓCIO CAFÉ – Ano 01, Número 01 – julho de 2018 destaca pelo menos três cultivares, como exemplo, que foram desenvolvidas pela Fundação Procafé e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG, no âmbito do Consórcio Pesquisa Café. Esses três exemplo de cultivares, por possuírem vários atributos positivos, têm contribuído para a produção de cafés especiais, cujas bebidas têm consolidado e conquistado novos mercados em nível global.

Fonte: Agrolink c/Inf. Assessoria

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o in vivo de embriões ovinos recuperados por via não cirúrgica”, explica Fonseca.

Os principais benefícios são segurança em relação à vida do animal e recuperação rápida. Como doadoras, foram selecionados animais em excelente estado reprodutivo e nutritivo, dentro do padrão fenotípico da raça, segundo o pesquisador Sérgio Novita Esteves, da Embrapa Pecuária Sudeste. A transferência foi realizada em 36 receptoras (barrigas de aluguel) também da raça Morada Nova.

O uso de fêmeas geneticamente superiores como doadoras de embriões contribui para acelerar os processos de seleção e melhoramento genético. “A técnica de coleta de embriões possibilita que uma doadora (melhor geneticamente) produza muito mais crias durante sua vida produtiva. Por exemplo, uma doadora pode, em média, gerar de cinco a seis embriões por coleta, que pode ser repetida mensalmente, no caso da via não cirúrgica. Ou seja, ela pode ser responsável por gerar cerca de 20 crias em um ano”, destacou a professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Joanna Souza Fabjan.

Quatro centros de pesquisa da Embrapa estão envolvidos no estudo – Pecuária Sudeste, Caprinos e Ovinos, Gado de Corte e Gado de Leite. Também participam a UNESP Jaboticabal e a Universidade Federal Fluminense (UFF). A pesquisa ainda conta com apoio de outras universidades.

Coleta

O procedimento é feito com uma sonda para coleta de embriões via transcervical em ovinos por meio da introdução de líquido apropriado para lavagem do conteúdo uterino. É ministrada para o ovino a anestesia epidural e local e dada uma leve sedação para minimizar o desconforto, além de um potente analgésico para o animal não sentir dor. A retirada do líquido é feita por movimentações na sonda para um filtro de coleta. Após esse processo, são selecionados os embriões viáveis para transferência às receptoras.

Fonte: Embrapa

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