Cruzamento – Helicoverpa Zea e Helicoverpa Armigera, e agora?

Os produtores se deparam com problemas de toda espécie no campo de cultivo. A cada ciclo um novo desafio, um novo aprendizado. Mesmo em situações aparentemente sob controle, vêm as surpresas. Agora é a possível chegada de uma praga híbrida fruto do cruzamento das lagartas Helicoverpa Zea e Armigera.

Daniel R. Sosa-Gómez e Alexandre Specht, pesquisadores da Embrapa Soja e Embrapa Cerrados, destacam em um artigo o seguinte: “Recentemente, resultados divulgados em artigos científicos chamaram a atenção e foram veiculados pela imprensa enfatizando a ocorrência de híbridos e suas possíveis consequências negativas para a agricultura brasileira e mundial. Com relação a isso, a ocorrência de híbridos entre H. armigera e H. zea já é conhecida em estudos laboratoriais de 1965 (Canadá) e 1995 (Estados Unidos), que evidenciaram a compatibilidade reprodutiva entre estas espécies. Entretanto, a novidade relaciona-se à ocorrência de híbridos em condições naturais”, destacam.

Segundo eles, pesquisas realizadas no Brasil, com métodos moleculares apropriados (nem todos os métodos moleculares são apropriados para diferenciar as espécies) indicam a ocorrência de híbridos entre as duas espécies desde 2012. “Portanto, em território brasileiro, os agricultores já convivem com esses híbridos (os dados sugerem baixa proporção) há algum tempo, sem alterações evidentes no manejo das culturas. De fato, desde a detecção da presença de H. armigera no Brasil em 2013 (mesmo já havendo a presença de híbridos), a tomada de ações emergenciais para seu controle tem feito com que os produtores consigam manejar as lavouras de forma sustentável, mesmo em culturas mais atacadas como algodão, soja e milho”, afirmam. (Crédito da foto: Jovenil José da Silva)

Fonte: Redação com A Granja

Crédito da foto: Jovenil José da Silva