Exportadores de arroz faturam US$ 13 milhões em reuniões com importadores estrangeiros

Brasília – A passagem de seis importadores de arroz pelo Brasil a convite projeto Brazilian Rice deve gerar US$ 13,4 milhões em negócios para o país para os próximos 12 meses. O grupo participou de visitas técnicas a indústrias nacionais de arroz e mais de cem reuniões de negócio com 19 exportadores brasileiros de arroz em meio às atividades da Expoarroz, em Pelotas (RS), que se encerrou nesta quinta-feira (11). O Brazilian Rice é uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o incentivo às vendas deste cereal no mercado internacional.

Oriundos de Gâmbia, Estados Unidos (dois), Bolívia, Bélgica e México, os importadores tiveram por característica a compra de arroz beneficiado em contêiner e potencial de multiplicação da aquisição para diversos países. É o caso de Juan Carlos Rivas, importador da Nexus America, dos Estados Unidos, empresa que comercializa arroz para mais de 20 nações, especialmente na América do Sul e Caribe, e atualmente não importa o cereal do Brasil. “Vemos interessantes oportunidades a partir desta visita; os exportadores daqui têm amplo conhecimento deste negócio, com um produto de qualidade superior ”, destacou.

No mercado há 105 anos, a empresa belga Schepens & Co. trabalha exclusivamente com arroz, e hoje comercializa o cereal junto a 50 países. No Projeto Comprador, seu representante, Juan Félix de Esteban, destacou a padronização, a organização e a preocupação com segurança alimentar nas indústrias visitadas. “A qualidade do arroz brasileiro é indiscutivelmente superior que de outros grandes players, como os da Ásia, por exemplo”. Após as rodadas de negócio, Juan acredita que sua empresa deverá voltar a importar arroz do Brasil, após três anos sem relacionamento comercial com o país.

Para quem teve a oportunidade de mostrar seu produto aos compradores estrangeiros, foram destacados o potencial e o perfil acertados dos convidados. “São empresas muito focadas, com características muito de acordo com o que a indústria brasileira de arroz pode oferecer”, destacou Bruno Barbaresco, gestor de Comércio Exterior da Guacira Alimentos. Segundo ele, as rodadas de negócio se encerram com perspectivas imediatas de concretização de negócios.

Além da plataforma comercial em formato de rodadas, o projeto Comprador possibilitou aos importadores conhecer in loco o trabalho da indústria brasileira do arroz por meio das visitas técnicas, confirmando a boa reputação que o cereal já tem no mercado internacional, como explica o gerente do projeto Brazilian Rice, Gustavo Ludwig. “Um dos diferenciais deste projeto é justamente mostrar em detalhes a qualidade do trabalho das empresas no Brasil. Trata-se de uma ação que tem reflexos perenes em todo o mercado”, destacou.

(*) Com informações da Apex-Brasil