Filipinos perdem milhões sem berinjela transgênica

A variedade praticamente elimina o uso de defensivos

Especialistas afirmam que os agricultores das Filipinas estão perdendo de lucrar cerca de US$ 622 milhões por ano ao não cultivar uma variedade de berinjela geneticamente modificada. De acordo com o portal Chile Bio, o cultivo de transgênicos é permitido no país, mas o caso específico da berinjela está parado para regulamentação na Suprema Corte há 10 anos.

Cesar Quicoy, professor associado da Faculdade de Economia e Administração da Universidade Filipina de Los Banos (UPLB), estudou o custo de atrasar a comercialização da berinjela transgênica no país em três diferentes cenários de taxa de adoção. O primeiro leva em consideração a taxa de adoção da cultura a 15% da produção total, o segundo a 30% e o último a 50%.

Segundo Quicoy, essa variedade de berinjela fornece um controle muito forte dos mais nocivos insetos e pragas que afetam a cultura, eliminando a necessidade de inseticidas. O especialista informa que os produtores de berinjela pulverizam suas plantações de 60 a 80 vezes ao longo de um período de quatro meses.

“Já se passaram 10 anos desde que a berinjela transgênica foi iniciada e foi introduzida no país. Apenas imagine essa perda em dinheiro, que é mais de 300 bilhões de pesos [US$ 600 milhões]. Se assumirmos uma taxa de adoção de 60%, imagine o resultado! E se dobrarmos a safra, o que algumas províncias fazem, então você pode imaginar o impacto? Isso é muito dinheiro”, comenta.

Nesse cenário, Quicoy estimou que os agricultores que plantassem berinjela transgênica  com uma taxa de adoção de 15%, estariam perdendo US$ 188 milhões em lucros potenciais apenas em um ano. Para a taxa de adoção de 30%, os lucros poderiam chegar a US$ 277 milhões na primeira safra, já com uma possível taxa de 50% das lavouras com berinjela transgênica, os agricultores perderam de receber cerca de US$ 600 milhões.

“Isso é pequeno em comparação com outros setores, mas considerando o status dos produtores de berinjela, especialmente aqueles com menos de um hectare de campo, os US$ 600 adicionais seriam muito para eles. Sua renda adicional viria de custos de produção mais baixos e menos danos às plantações, o que resultaria em produtos mais comercializáveis”, conclui.

Fonte: Agrolinnk Por Leonardo Gottems

Crédito: Domínio Público/Pixabay