Frigoríficos reduzem abate e pressionam preços ao produtor

O cenário de mercado pressionado continua para o boi gordo na maior parte das regiões. A oferta de boiadas mantém a situação de testes de preços menores pelos compradores.

Em São Paulo, diversos frigoríficos começaram a semana fora das compras. As programações de abate atendem em torno de quatro dias, mas com alguns casos pontuais de escalas maiores.

Houve recuo na referência para o boi gordo no estado. A referência está em R$ 128,50/@, à vista, livre de Funrural.

No mercado atacadista de carne bovina, as cotações estão estáveis, com destaque para a margem da indústria, que aumenta a cada recuo para o boi gordo.

Com a semana mais curta devido ao feriado na próxima quinta-feira, com diminuição da negociação de boiadas, é possível que os testes de baixa tenham alguma redução nos próximos dias, ao menos nos frigoríficos com programações menores.

Suíno vivo: Com dificuldade no escoamento preço recua no RS; Exportações de junho em queda

Nesta segunda-feira (12) o preço do suíno vivo recuou novamente no Rio Grande do Sul. De acordo com a pesquisa semana da ACSURS (Associação dos Criadores de Suínos do Estado) a referência sofreu queda de R$ 0,10 deixando a cotação em R$ 3,67/kg.

Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, “a maior concorrência entre as proteínas animais, sobretudo com a queda nos preços da carne bovina, vêm dificultando a melhora na demanda, mesmo em um período do mês considerado mais forte para o consumo.”

No Paraná, os produtores sentem dificuldade em escoar a produção. Com consumo interno lento, os frigoríficos reduziram os abates, afetando principalmente, os independentes.

Em entrevista a rede RPC, o suinocultor independente, Jorge Rambo, conta que está com mais de 1.200 suínos acima do peso ideal, que há três semanas deveriam ter sido comercializados.

O excesso de peso além de aumentar a oferta de carne, também encarece o custo de produção. Segundo Rambo, hoje ele comercializa o suíno a R$ 3,10/kg, enquanto os custos chegam a R$ 3,35/kg.

Exportações

As exportações que até o início do ano vinham sendo uma importante válvula de escoamento, também começaram a declinar nos últimos meses. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços os embarques de carne suína ‘in natura’, na parcial de junho – sete dias úteis – está abaixo do mesmo período do mês passado e, também, do ano passado.

Neste mês foram embarcados 10,8 mil toneladas, sendo a média diária de 1,5 mil/t. Esse resultado representa queda de 18,5% frente a maio e, 36,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em receita as exportações totalizaram US$ 29,5, sendo 17,5% abaixo do mês anterior e, 18% menor que em 2016. Já o preço médio, no entanto, subiu 1,2 em relação a maio, ficando em US$ 2,723,3.

Frango vivo: Altas no atacado não são repassas ao produtor

Os preços do frango vivo iniciaram a semana sem demonstrar alteração. No entanto, em algumas praças registraram maior procura na última semana, o problema é que a oferta existente atende a demanda com facilidade e os preços não reagem.

Além disso, de acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a queda acentuada dos preços da carne bovina e da carne suína, encurtou a relação de preço entre as proteínas e acabou frustrando a expectativa de uma recuperação dos preços do frango.

Segundo a Scot Consultoria, as vendas no atacado foram mais intensas nos últimos dias, dando sustentação aos preços. “A carcaça passou de R$3,25/kg para os atuais R$3,52/kg, uma alta de 8,3% em sete dias”.

Exportações

As exportações de carne de frango ‘in natura’, na parcial de junho – sete dias úteis – estão abaixo do mesmo período do mês passado e, também, do ano passado.

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, no período foram embarcados 82,1 mil toneladas, sendo a média diária de 11,7 mil/t. Esse resultado representa queda de 19,1% frente a maio e, 33% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em receita as exportações totalizaram US$ 137,5, sendo 18% abaixo do mês anterior e, 28,6% menor que em 2016. Já o preço médio subiu 1,3 em relação a maio, ficando em US$ 1.674,3.

Fonte: Notícias Agrícolas + Scot