infocafé 09/07

A semana começa com o mercado interno calmo devido ao feriado no estado de São Paulo. A bolsa de N.Y finalizou a segunda-feira em alta, a posição setembro oscilou entre a mínima de -1,50 pontos e máxima de +1,10 fechando com +0,95 pts.

O feriado estadual em São Paulo, nesta segunda-feira, 9, mantiveram a Bolsa, os bancos e os mercados financeiros fechados, mas outras praças do País operam normalmente e estão negociando o dólar com ajustes moderados ante o fechamento de sexta-feira, a R$ 3,8690 , em meio a uma liquidez bem reduzida.

O boletim da Somar Meteorologia indica que o avanço de uma frente fria faz a semana começar com tempo mais nublado, chuva fraca a moderada e temperatura em declínio entre o Sul e o Sudeste do país. No entanto a chuva fica mais concentrada na faixa leste destas duas Regiões, no máximo pode acontecer uma chuva fraca e isolada neste início de semana no Sul de Minas, o que pode paralisar em alguns momentos a colheita e a secagem de grãos. A partir da quarta-feira (11) o tempo seca nas principais áreas produtoras do Arábica, mas se mantém nublado e com possibilidade de chuva no conilon capixaba. Quanto à temperatura, nos próximos dias deve ocorrer uma queda acentuada, mas sem o risco para formação de geadas no café, tanto do Sul como da Região Sudeste. A partir do final desta semana, a massa de ar frio perde força e a temperatura aos poucos volta a subir entre o Sul e o Sudeste do país. Para semana que vem a expectativa é de tempo mais firme na Região Sudeste, favorecendo o andamento da colheita. No Sul do país, volta a chover no Rio Grande do Sul, mas no Arábica do Paraná a expectativa é de tempo mais firme e mais quente também.

As exportações mundiais de café somaram 9,27 milhões de sacas em maio ante um volume de 10,59 milhões verificado no mesmo mês de 2017, uma diminuição de 12,4%. A comparação foi feita pela Organização Internacional do Café (OIC), instituição do setor que tem sede em Londres, por meio de seu relatório mensal. Houve uma queda das vendas externas também na comparação com abril, quando as exportações tinham subido para 10,18 milhões de sacas. Conforme o documento da entidade, a baixa na comparação anual foi impulsionada por uma queda de 32,5% nos embarques do Brasil, de 25,7% nas vendas de Honduras e de 55,2% exportações da Indonésia.

Por tipo de café, a OIC destacou que a comercialização fora das fronteiras dos países produtores de robusta registrou uma queda de 4,4%, para 3,65 milhões de sacas e os embarques de arábica caíram 17%, para 5,62 milhões de sacas. Ao mesmo tempo, as exportações de Suaves Colombianos cresceram 11,6%, para 1,08 milhão de sacas, em maio, mas esse volume não compensou as quedas em Outros Suaves e Naturais Brasileiros. Os embarques de Outros Suaves diminuíram 15,5%, para 2,46 milhões de sacas, enquanto os Naturais Brasileiros caíram 27,9%, para 2,08 milhões de sacas. As exportações totais de café de outubro de 2017 a maio de 2018 foram 0,5% menores do que as do mesmo período do ano anterior.

Os embarques de arábica caíram 2,4%, para 50,2 milhões de sacas, nos primeiros oito meses do ano cafeeiro de 2017/18. As exportações de Suaves Colombianos e Naturais Brasileiros cederam, respectivamente, 6,8%, para 9,45 milhões de sacas, e 4,1%, para 22,95 milhões de sacas. No entanto, os embarques de Outros Suaves aumentaram 2,6% para 17,76 milhões de sacas, em comparação com um ano atrás. As exportações de robusta para o período de outubro de 2017 até maio de 2018 atingiram 29,79 milhões de sacas, 2,8% a mais que no ano anterior. Brasil – As exportações brasileiras em maio de 2018 foram de 1,7 milhão de sacas, 32,5% a menos que em maio de 2017.

As exportações totais do País nos primeiros oito meses do ano cafeeiro de 2017/18 ficaram 8,6% menores, para um total de 20,73 milhões de sacas. Isso foi atribuído pela OIC principalmente a uma safra menor, estimada em 51 milhões de sacas, pelo fato de 2017/18 ser um ano de ciclo bianual de produção negativa para o arábica. “Além disso, uma greve de motoristas de caminhões em todo o País atrasou a entrega de café aos portos em maio”, acrescentou a instituição no documento de junho. A entidade apresentou uma avaliação otimista para o futuro de curto prazo no País. Salientou que a colheita do ciclo 2018/19 está em andamento, com uma safra maior do que o esperado inicialmente. “A safra maior, aliada à resolução da greve, provavelmente levará a maiores exportações pelo Brasil nos próximos meses, em comparação com o volume de maio”, previu.

Fonte: Broadcast Agro./Mellao Martini

Crédito: Domínio Público/Pixabay