Infocafé – 10/07

N.Y finalizou a terça-feira praticamente sem alteração, a posição setembro oscilou entre a máxima de +0,70 pontos e mínima de -1,45 fechando com -0,25 pts.

O dólar comercial fechou em queda de 1,74%, cotado a R$ 3,7980. O Banco Central ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de US$ 14,023 bilhões. Investidores continuam acompanhando a cena política, a poucos meses das eleições presidenciais de outubro, e os desdobramentos do impasse jurídico envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No exterior, o mercado acompanhava o esfriamento da disputa comercial entre os Estados Unidos e a China.

A Organização Internacional do Café (OIC) revisou para baixo sua projeção para a produção global da commodity na safra 2017/18 de 159,66 milhões de sacas no relatório mensal de maio para 158,56 milhões de sacas no de junho. A nova estimativa agora é 0,3% inferior do que a oferta total do ciclo passado. Até o mês anterior, a expectativa era de um aumento do abastecimento de 1,2% ante o ciclo 2016/2017. Conforme as previsões da instituição que tem sede em Londres, a produção de arábica deverá diminuir em 6,6%, para 97,16 milhões de sacas, enquanto a produção de robusta deverá crescer 11,5%, para 61,40 milhões de sacas. A OIC acredita que a produção deva ser ampliada em todas as regiões, com exceção da América do Sul, que deverá entregar 8,2% a menos no ciclo 2017/2018, um total 70,57 milhões de sacas. A produção da África deverá registrar um acréscimo de 5,3%, para 17,63 milhões de sacas, e a da Ásia e Oceania, uma elevação de 7,9%, para 48,44 milhões de sacas. Para México e América Central, a projeção é de uma alta de 7%, para 21,92 milhões de sacas. Fonte: Broadcast Agro.

A receita bruta estimada para as lavoura dos Cafés do Brasil neste ano de 2018 deverá atingir em torno de R$ 23,952 bilhões. Se quisermos estabelecer uma avaliação comparativa desse montante a ser recebido pelos produtores de café com os três anos que antecederam o ano corrente, verificaremos que em 2017 o faturamento correspondeu a R$ 21,96 bilhões, em 2016 a R$ 25,74 bilhões, e, em 2015, a R$ 21,57 bilhões.

Em relação especificamente ao café arábica, o valor de 2018 foi calculado em R$ 19,45 bilhões, o que equivale a aproximadamente 81%, e o café conilon em R$ 4,50 bilhões, que correspondem a 19%. Em complemento, vale ressaltar que o faturamento bruto das lavouras brasileiras como um todo foi estimado no total de R$ 377 bilhões, sendo que os cafés respondem a 6,4% desse montante.

Nesse contexto, vale destacar o ranking do faturamento bruto das lavouras estimado para as seis principais culturas em 2018: em primeiro lugar, figuram as lavouras de soja, com R$ 134,15 bilhões – equivalente a aproximadamente 35%; em segundo, cana-de-açúcar, com R$ 67,78 bilhões – 18%; na sequência, em terceiro, milho, com R$ 45,40 bilhões – 12%; em quarto, algodão herbáceo, com R$ 29,91 bilhões – 8%; o café, conforme já foi dito, com R$ 23,95 bilhões, ocupa o quinto lugar nesse ranking; e, por fim, laranja, com R$ 11,79 bilhões – 3%. O faturamento bruto da lavoura de café é divulgado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, no formato de Valor Bruto da Produção – VBP.

No presente caso, este é o VBP que corresponde ao mês de maio de 2018, o qual está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Fonte: Embrapa Café

Crédito: Domínio Público/Pixabay