Infocafé – 30/07

N.Y finalizou a segunda-feira em alta, a posição setembro oscilou entre a mínima de -0,80 pontos e máxima de +2,95 fechando com +0,95 pts.

O dólar comercial fechou em alta de 0,32%, cotado a R$ 3,7300. Investidores estavam cautelosos diante das decisões sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil, ambas na quarta-feira (1º). Nos dois casos, a expectativa é de manutenção das taxas nos níveis atuais. O mercado, no entanto, espera alguma sinalização do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) sobre os próximos passos em relação aos juros no país. Uma aceleração no ritmo de alta das taxas pode atrair para lá recursos aplicados hoje em outras economias, como a brasileira. No Brasil, as atenções continuam voltadas para o cenário político, com a reta final para os partidos fecharem suas coligações para as eleições presidenciais de outubro.

O boletim da Somar Meteorologia indica que uma frente fria rompe o bloqueio atmosférico e provoca chuva entre o Paraná e parte da Região Sudeste do Brasil neste início de semana. No entanto, nas principais áreas produtoras do Arábica, a chuva ainda é muito fraca e isolada, o que pouco atrapalha o processo de colheita e secagem, mas por outro lado, não recupera o déficit hídrico entre o norte do Paraná e São Paulo. Amanhã, terça-feira (31), a frente fria avança um pouco mais e leva uma chuva de no máximo 10mm para parte da Mogiana Paulista e sul de Minas. Apesar de não serem volumes significativos de chuva, o aumento de nebulosidade e a mudança na direção dos ventos deixam as temperaturas mais baixas nos próximos dias. No Conilon do Espírito Santo, volta a chover a partir de amanhã e nos próximos 5 dias serão acumulados 15mm. Em Rondônia, não tem previsão de chuva esta semana. Na próxima semana, volta a chover no Sul do Brasil e tudo indica que desta vez irá chover de forma um pouco mais significativa no Arábica do Paraná, com acumulados em torno de 15 a 20mm. A temperatura fica mais baixa, mas sem risco de geada para as áreas majoritárias.

As exportações dos Cafés do Brasil diferenciados geraram US$ 1,04 bilhão de receita cambial, com um volume equivalente a 5,43 milhões de sacas vendidas no período de julho de 2017 a junho de 2018. Esse volume foi 11,6% superior ao exportado nos 12 meses anteriores, que foi de 4,87 milhões de sacas de 60kg. Neste ano de 2018, de janeiro a junho, foram exportadas 2,47 milhões de sacas desse tipo de café, volume que representa crescimento de 13,7% em relação ao primeiro semestre de 2017, quando foram exportadas 2,17 milhões de sacas. Cafés diferenciados são considerados os que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis. No ano-safra 2017-2018, o qual compreende o período de julho de 2017 a junho de 2018, os Cafés do Brasil diferenciados exportados obtiveram preço médio de US$ 191,77 para cada saca de 60kg, valor 27,9% superior ao preço médio dos cafés ‘naturais/médios’, que foi de US$ 149,99. Portanto, os cafés diferenciados foram exportados com preço médio adicional de US$ 41,78 por saca em relação aos cafés naturais/médios, ou seja, os cafés commodities tradicionais.

Assim, a receita cambial e o volume exportado dos cafés diferenciados corresponderam a 21,4% e 17,9%, respectivamente, do total das exportações dos Cafés do Brasil, que atingiram US$ 4,25 bilhões e 30,29 milhões de sacas, no referido ano-safra. Estes dados e análises, entre vários outros da performance do mercado internacional do café, de interesse do setor como um todo, constam do Relatório mensal junho 2018, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, o qual está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Fonte: Embrapa Café.

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