Infocafé – Sexta-feira (27/07)

A bolsa de N.Y. finalizou a sexta-feira com leve alta, a posição setembro trabalhou entre a máxima de +1,30 pontos e mínima de -0,85 fechando com +0,90 acumulando na semana -0,20 pts.

O dólar comercial fechou em queda de 0,77%, cotado a R$ 3,7180. Com isso, termina a semana com desvalorização acumulada de 1,48%, na quarta baixa semanal consecutiva. Investidores estavam mais otimistas após a economia dos Estados Unidos registrar crescimento de 4,1% no segundo trimestre em taxa anualizada, o que representa o ritmo mais rápido em quase quatro anos. Com isso, o mercado mantinha as expectativas de que o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) deve manter a previsão de mais dois aumentos de juros neste ano. No Brasil, as atenções continuam voltadas para o cenário político, com a reta final para os partidos fecharem suas coligações para as eleições presidenciais de outubro.

O boletim da Somar Meteorologia indica que por enquanto nada muda e a chuva continua concentrada na faixa norte do Brasil, na costa do Nordeste e entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nas principais áreas do Arábica, desde o norte do Paraná, até sul e Triângulo Mineiros, por enquanto o tempo segue firme, e nos próximos dias com a temperatura em elevação. Já no Espírito Santo e Bahia o tempo fica mais firme e quente. Em Rondônia, tempo seco nos próximos dias. Na virada do mês volta a chover no Paraná, São Paulo e parte do sul mineiro com o enfraquecimento do atual bloqueio atmosférico, mas de forma isolada e com baixo acumulado que atrapalha apenas parcialmente as atividades de secagem e colheita. A chuva é mal distribuída, mas dentre estes Estados se concentra mais no Paraná. Com relação às temperaturas, apesar de o frio aumentar no Sul do Brasil por volta desta época, não é intenso o suficiente para causar declínio significativo nas áreas de café e, por isso, não há risco para as lavouras.

Focar a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo e reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo, posicionando o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no país. Esse é o objetivo do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, que teve sua renovação por dois anos assinada, em 25 de julho, pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em São Paulo (SP), no Il Barista Cafés Especiais.

Desenvolvido sobre os pilares de inteligência, com análise do potencial de mercados internacionais, da promoção, com participação em importantes feiras e fóruns internacionais, e da imagem, com a ratificação de “Brasil. A Nação do Café”, o projeto fomenta o segmento de cafés especiais do país, ampliando os números em todos os elos da cadeia produtiva. A produção cresceu, em média, 15% ao ano, chegando a aproximadamente 8,5 milhões de sacas em 2017. “Esse salto foi dado ao longo dos últimos 10 anos, através da atuação e dos trabalhos de conscientização que realizamos nas duas pontas: consumidor e produtor”, destaca a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira. Nas exportações, o resultado é mais expressivo, com o registro de um crescimento de 600% na receita com os embarques de cafés especiais desde a implantação do projeto, que chegou a US$ 2 bilhões em 2017, sendo remetidas 7,7 milhões de sacas ao exterior. “O número de países-destino das exportações mais do que dobrou, saltando de 40, em 2012, por exemplo, para 93 no ano passado, assim como a quantidade de empresas apoiadas pelo projeto subiu de 123, em 2012, para 170 em 2017”, completa.

Fonte: BSCA Por Mellão Martini

Crédito: Domínio Público/Pixabay