Lentidão nos negócios com as carnes, mas preços seguem firmes

Os negócios acontecem de forma lenta nesta terça-feira para o mercado do boi gordo.

Os pecuaristas voltam aos poucos aos negócios após o feriado. Além disso, alguns frigoríficos estão fora das compras aguardando uma melhor colocação no mercado.

Outro fator que colabora para a lentidão nas negociações é a melhor condição das escalas de abate das indústrias que, na maioria dos casos, já estão para a próxima semana.

Entretanto, este fator não foi suficiente para queda nos preços. De maneira geral o cenário ainda é de preços firmes.

Em São Paulo, a arroba do macho terminado está cotada em R$ 139,00, à vista, já descontando o Funrural. No estado as escalas de abate giram em torno de cinco dias.

Em curto prazo, fica a expectativa quanto ao aumento da oferta de animais terminados com a proximidade do final da safra.

Preço pago pelo quilo do suíno vivo é de R$ 3,98 no RS

Por Larissa Albuquerque

O preço do suíno vivo no Rio Grande do Sul teve mais uma semana de estabilidade. A pesquisa semanal realizada pela ACSURS (Associação de Criadores de Suínos do Estado) definiu cotação em R$ 3,98/kg.

Já no sistema integrado o preço médio foi de R$ 3,62/kg. “As agroindústrias e cooperativas apresentaram as seguintes cotações: Cotrel R$ 3,20; Cosuel/Dália Alimentos R$ 3,22; Cotrijuí R$ 3,25; Cooperativa Languiru R$ 3,27; Cooperativa Majestade R$ 3,20; Ouro do Sul R$ 3,50; Alibem R$ 3,20; BRF R$ 3,20; JBS R$ 3,20; e Pamplona R$ 3,30”, informou a Associação.

Também em Minas Gerais, a Bolsa de Suínos acertou valor em R$ 4,00/kg, mantendo a cotação estável desde o início de abril.

Contudo, há possibilidade de elevação das cotações na próxima semana. “A expectativa é de que possam ocorrer reajustes durante a primeira quinzena de maio. A entrada de salários e o feriado do Dia das Mães podem favorecer o consumo”, diz o analista, Allan Maia, da Safras & Mercado.

Exportações

As exportações de carne de suína ‘in natura’ fecharam abril com resultado inferior ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgados nesta terça, o Brasil exportou 44,5 mil de toneladas, resultado 6,4% abaixo de abril/16. Em relação ao mês anterior, a média diária evoluiu 3,8%.

Esse volume representou saldo de US$ 12,9 milhões, superior em 34% se comparado ao resultado do mês passado. No comparativo anual a receita dos embarques subiu 11%.

Frango vivo: Semana inicia com preços estáveis; Exportações de abril caem na comparação anual

Por Larissa Albuquerque

Nesta terça-feira (2), os valores do frango vivo mantiveram a estabilidade nas principais regiões.

Em São Paulo os preços permanecem inalterados há quinze dias. Segundo analisa da Scot Consultoria, a ave terminada nas granjas paulistas está cotada a R$ 2,50/kg, valor 7,2% menor que a média do mês passado.

Nas praças mineiras a média das negociações com o animal vivo está em R$ 2,40/kg. Na ultima semana, o mercado em Minas Gerais registrou quatro recuos consecutivos, perdendo 7% do seu valor.

“A indústria frigorífica buscou se precaver de eventuais sobressaltos das exportações controlando a oferta. O ambiente de negociações esteve fragilizado, resultando em queda dos preços do frango vivo em grande parte do país”, disse o analista, Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado.

Exportações

As exportações de carne de frango ‘in natura’ fecharam abril com resultado inferior ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgados nesta terça, o Brasil exportou 293,5 mil de toneladas, resultado 13% abaixo de abril/16. Em relação ao mês anterior, a média diária evoluiu 9,2%.

Esse volume representou saldo de US$ 486,9 milhões, superior em 9% se comparado ao resultado do mês passado. No comparativo anual a receita dos embarques subiu 1,5%.

Fonte: Notícias Agrícolas + Scot