Maconha medicinal transgênica entra na pauta da ciência 

A aprovação de um medicamento derivado da planta pode ser a chave para acabar com os obstáculos que impedem pesquisas sobre a maconha

Cientistas dos Estados Unidos e do Canadá estão esperando o fim da discussão sobre a legalidade dos compostos medicinais da maconha para trabalhar a planta através da transgenia. Os obstáculos legais para explorar as propriedades da maconha na medicina podem acabar depois que a Food and Drug Administration (FDA), dos EUA, aprovou um medicamento derivado da cannabis.

Chamado Epidolex, o medicamento a base de compostos de maconha é utilizado para o tratamento de ataques epiléticos. De acordo com Daniele Piomelli, diretor do centro de pesquisas de cannabis na Universidade da Califórnia, é esperado que a FDA legalize rapidamente não só o Epidolex, mas também outros produtos medicinais derivados da maconha, pelo menos nos locais onde a venda da droga é permitida. “Nós temos um claro reconhecimento de que esta planta tem mais potencial do que as pessoas atribuem a ele, e tem reverberações científicas e legais”, comenta.

Nesse cenário, Kevin Chen, diretor da empresa de biotecnologia Hyasynth Bio, em Montreal, no Canadá, afirma que pesquisadores do país demonstraram interesse em trabalhar a maconha através de compostos feitos com bactérias e leveduras geneticamente modificadas como forma de ajudar a atender a alta demanda resultante da legalização. Segundo ele, várias empresas anunciaram que estão dispostas a investir na ideia, como a Organigram, que deverá disponibilizar US$ 7,6 milhões para ajudar a impulsionar a produção.

Segundo os especialistas, se a FDA legalizar apenas o Epidolex e não todos os compostos de cannabis as substâncias serão desenvolvidas por laboratórios no Canadá, onde a maconha medicinal e recreativa será legal a partir de 17 de outubro.

Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottens

Crédito: Domínio Público