Margem das indústrias cresce, enquanto produtores seguem amargando prejuízos

Frigoríficos testam os preços para o boi

Mercado com poucas movimentações, cenário comum para sexta-feira.

Muitas indústrias saíram das compras, o que colabora para este quadro de poucos negócios.

Por outro lado, também é possível notar empresas testando o mercado e ofertando preços abaixo da referência.

No balanço semanal, houve poucas variações nos preços. Na média das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, ocorreu queda semanal de 0,6% para a arroba do boi.

Diante do período final do mês, o mercado  atacadista registrou queda após longo período de estagnação.

O boi casado de animais castrados está cotado em 8,90/kg, queda de 1,9%.

Suíno vivo: Excesso de oferta derruba preços na semana

Os preços do suíno vivo sofreram mais uma semana de baixas. Em diversas praças a referência recuou devido a baixa procura por animais no mercado independente. As entidades de classe afirmam que o excesso de oferta tem sido o principal causador da conjuntura baixista.

Conforme pesquisadores do Cepea, além das demandas interna e externa enfraquecidas, a disponibilidade de animais está maior, já que parte das integradoras tem ofertado lotes no mercado independente.

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, é difícil vislumbrar uma melhora nas cotações até o final do mês, pois o setor segue operando com excedentes de oferta interna.

O levantamento de preço realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, apurou queda em quatro praças nesta semana. O maior recuo ocorreu em Santa Catarina, perdendo pouco mais de 8% de seu valor, cotado a R$ 3,10/kg.

Para piorar a conjuntura dos produtores independentes, a queda nas cotações reduziu o poder de compra do suinocultor em relação ao milho. De acordo com a Scot Consultoria, na parcial de junho, houve queda de 3,4%. Assim o o suinocultor compra 8,6 quilos de milho com um quilo de suíno, frente aos 8,9 quilos adquiridos em maio.

Segundo a APCS (Associação Paulista dos Criadores de Suínos) ambos os elos da cadeia tem demonstrado preocupação pela queda acentuada nas últimas semanas. “É notório que aos atuais preços tanto para o animal vivo quanto para o abatido estão em condições negativas em relação ao custo de produção em ambas as estruturas”, diz a Associação.

Exportações

Nem mesmo as exportações tem ajudado a escoar a produção, pelo contrário, geram excesso de oferta no mercado interno desde março.

Os dados das exportações de carne suína ‘in natura’, divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, nesta segunda (19), mostram queda na parcial de junho, em relação ao mês passado e ao mesmo período de 2016.

Em três semanas – equivalente a 11 dias úteis – foram embarcados 19,2 mil toneladas, com média diária de 1,7 mil/t. Esse resultado representa um declino de 7,9% na comparação com o mês anterior e, 27,9% se analisado ao mesmo período de 2016.

Em receita, os embarques totalizaram US$ 50,9 milhões, indicando queda de 9,4% em relação a maio/17. Frente a junho/2016 a receita também recuou pouco mais de 9%.

Frango: Preço da carne cai, mas não garante melhora de demanda

Os preços do frango vivo permaneceram estáveis nesta semana, em algumas praças a ausência de movimentação já dura mais de 60 dia. A falta de competitividade frente outras proteínas e o fraco desempenho das exportações, estão entre os principais fatores que colaboram com esse cenário

Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), “agentes têm buscado ajustar a oferta à demanda, estratégia favorecida pelo ciclo de produção mais curto. Isso não chega a dar suporte ou permitir alta significativa nos preços, mas tem ajudado a conter as quedas”.

O levantamento de preço realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, Em Santa Catarina a referência é de R$ 2,10/kg. No Rio Grande do Sul o produtor comercializa o animal vivo em média, por R$ 2,15. Já em São Paulo, a cotação está em R$ 2,50/kg, enquanto em Minas a referência é de R$ 2,20/kg.

Muito embora os dados da Apinco venham mostrando consecutivas reduções na produção, a queda nas exportações supera o alojamento de pintos e não faz nenhum efeito positivo para os preços do mercado interno. Segundo a entidade, em maio, a produção brasileira de carne de frango girou em torno de 1,1 milhão de toneladas, recuando mais de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a exportações recuaram 13,8% frente maio/16, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Exportações

Os dados das exportações de carne de frango ‘in natura’, divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, nesta segunda (19), mostram queda na parcial de junho, em relação ao mês passado e ao mesmo período de 2016.

Em três semanas – equivalente a 11 dias úteis – foram embarcados 158,6 mil toneladas, com média diária de 14,4 mil/t. Esse resultado representa um declino de 0,6% na comparação com o mês anterior e, 17,7% se analisado ao mesmo período de 2016.

Em receita, os embarques totalizaram US$ 263,6 milhões, indicando queda de 0,1% em relação a maio/17, ainda que o preço da tonelada tenha avançando 0,6% no mesmo comparativo. Frente a junho/2016 a receita recuou pouco mais de 12%.

Fonte: Notícias Agrícolas + Scot