Mercado de carnes andando de lado na semana

A segunda-feira foi marcada pela baixa movimentação no mercado do boi gordo e pela saída das compras de alguns frigoríficos, que aguardam por uma melhor definição do mercado.

Esse cenário foi possível em função de um aumento no número de animais ofertados e do alongamento das escalas de abate nas últimas semanas.

Este fator permitiu que as indústrias reduzissem o ritmo das compras, no intuito de controlar os estoques de carne.

Em São Paulo, a arroba do macho terminado ficou cotada em R$138,50, à vista, livre de Funrural. Existem tentativas de compra abaixo da referência, entretanto nesses patamares os negócios travam.

No estado as escalas de abate giram em torno de seis dias.

No mercado atacadista de carne com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$9,26/kg, queda de 3,7% desde o início do mês.

Em curto prazo não estão descartadas novas quedas.

Suíno vivo: Cotação recua no Rio Grande do Sul

Os preços do suíno vivo reagiram na última semana. Ao menos quatro praças de comercialização relataram aumento na referência. Mas, a segunda quinzena do mês pode esfriar a demanda.

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, fatores como a entrada de massa salarial e o consumo mais efetivo voltado às festividades do dia das Mães contribuíram para a reação das cotações. “Para a segunda quinzena, contudo, a tendência é de que o consumo volte a apresentar uma recaída novamente”, afirma.

E essa tendência já pode ser observada no Rio Grande do Sul. Segundo a ACSURS (Associação dos Criadores de Suínos do Estado), o preço médio do animal vivo recuou R$ 0,02 terminando cotado em R$ 3,90/kg.

Exportações

As exportações de carne suína ‘in natura’ até a segunda semana de maio (nove dias úteis) apresentaram queda em relação ao mês e ano anterior.

No acumulado do período foram embarcados 21,2 mil toneladas, com média diária de 2,4 mil/t. Esse resultado representa recuo de 4,7% frente ao mesmo período do mês passado. Já em relação maio/16, as exportações caíram 10,4%.

Em receita, as vendas externas somaram US$ 58,2 milhões, com preço médio subindo 1,1%, a US$ 2.743,6 a tonelada.

Frango: Exportações em queda na segunda semana de maio

Contrariando as expectativas, os preços do frango vivo passaram pela semana do Dia das Mães registrando pouca movimentação. Apenas em Minas Gerais a cotação subiu R$ 0,10 na sexta-feira (12). Mas, os analistas de mercado continuam apostando em alta nesta semana.

Embora o Dia das Mães não tenha movimento o mercado do frango vivo, no atacado as altas foram mais consistentes. Assim, uma necessidade de recomposição nos estoques poderia melhorar os negócios das granjas.

Na segunda (15) os negócios foram lentos e nenhuma praça relatou modificação nos preços.

Exportações

As exportações de carne de frango ‘in natura’ até a segunda semana de maio (nove dias úteis) apresentaram queda em relação ao mês e ano anterior.

No acumulado do período foram embarcados 135,2 mil toneladas, com média diária de 15 mil/t. Esse resultado representa queda de 7,9% frente ao mesmo período de mês anterior. Já em relação maio/16, as exportações caíram 10,8%.

Em receita, as vendas externas somaram US$ 227,1 milhões, com preço médio avançando 1,2% a US$ 1,679,7 a tonelada.

Fonte: Notícias Agrícolas + Scot