Milho em alta com crise do frete

Começa a se concretizar a perspectiva de aperto ou forte redução dos estoques

As condições da oferta brasileira de milho estão favorecimento a alta dos preços, que subiram fortemente pelo segundo dia consecutivo no mercado físico de Campinas. O Indicador Cepea para estes preços fechou em alta de 0,88%, para R$ 38,78/sc. Para a B3 o Indicador Cepea registrou elevação de 0,28%, para R$ 39,45 – nível ainda inferior aos verificados durante o mês de junho passado.

De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, começa a se concretizar a perspectiva de aperto ou forte redução dos estoques dos consumidores de milho, gerada pela greve dos caminhoneiros e não repostos inteiramente pela dificuldade criada com o tabelamento dos fretes. “Agora estão a níveis insuportáveis, obrigando os compradores a retomarem as compras, em que pese que as pedidas dos vendedores do MT, que tem a opção de vender para as indústrias de etanol, são maiores do que as esperadas”, diz o analista Luiz Fernando Pacheco.

“Esta situação está agravada pelo atraso das colheitas, tanto no PR, quanto em MG/GO como no MT e MS. Da mesma forma, a exportação continua ativa, ainda que em volumes um pouco menores do que há 30 dias, mas ainda interessada. Os volumes diminuíram de 2,5 milhões de toneladas programadas na semana passada para algo ao redor de 1,86 milhões de tons”, explica.

B3

As cotações do milho no mercado futuro da B3, de São Paulo, fecharam novamente mistas nesta quarta-feira, mas, diferentemente do dia anterior, somente as cotações dos meses finais de safra fecharam em alta. Todos os demais fecharam em leve alta.

“Os compradores parecem estar sofrendo a pressão da redução dos estoques, agravada pela crise do tabelamento de fretes e pelo início da demanda de exportação de milho. Outro forte componente é a deterioração das safrinhas na maioria dos estados produtores. Como vimos afirmando, isto continua a indicar a tendência de alta, pelo menos no mercado futuro da B3, em São Paulo, com a possibilidade de realização de boa cobertura para os compradores e bons lucros para os investidores. Por isso, nossa recomendação continua sendo a de ficar do lado comprado do mercado a médio e longo prazos”, conclui Pacheco.

Fonte: Agrolinnk Por Leonardo Gottems

Crédito: Notícias Agrícolas