Milho trabalha do lado negativo da tabela nesta 6ª feira em Chicago em movimento de realização de lucros

Nesta sexta-feira (27), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago voltaram a trabalhar do lado negativo da tabela, porém, atuando com baixas bastante tímidas, próximas da estabilidade. Perto de 9h30 (horário de Brasília), os preços cediam entre 0,25 e 0,50 ponto, com o dezembro – que é a atual referência do mercado – sendo cotado a US$ 3,75 por bushel.

O mercado devolve as ligeiras altas registradas na sessão anterior, quando encontrou sustentação nas vendas semanais norte-americanas divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira (26).

“Os preços do milho estão um pouco mais baixos nesta manhã de hoje, depois de uma tentativa de recuperar o fôlego ontem. O setembro sente um pouco mais a pressão, mas mantém uma consistente tendência de alta”, diz o analista de mercado Bryce Knorr, do portal internacional Farm Futures.

Ainda segundo o especialista, as informações da demanda permanecem dando importante suporte às cotações, bem como algumas preocupações ligadas ao clima no Corn Belt. De acordo com informações apuradas pelo Farm Futures, o final de semana deverá ser de tempo mais seco em partes do Meio-Oeste americano, em áreas que não receberam boa chuvas ao longo da semana.

Milho: Com suporte das vendas semanais dos EUA, mercado fecha 5ª feira com leves ganhos em Chicago

Após exibir ganhos mais consistentes ao longo do pregão desta quinta-feira (26), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) reduziram a movimentação positiva e finalizaram o dia com valorizações entre 1,75 e 2,50 pontos. Os vencimentos da commodity acumularam valorizações de mais de 0,5% e consolidaram o segundo dia consecutivo de alta.

O contrato setembro/18 era cotado a US$ 3,61 por bushel, enquanto o dezembro/18 operava a US$ 3,75 por bushel. O março/19 trabalhava a US$ 3,86 por bushel e o maio/19 a US$ 3,92 por bushel.

“Os bons dados de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) abriram caminho para pequenos ganhos, alcançando novas altas de seis semanas”, destacou o site internacional Farm Futures.

Já o boletim de vendas semanais ficou em 1,086 milhão de toneladas, na semana encerrada no dia 19 de julho. Da safra velha, as vendas somaram 338,5 mil toneladas e, da safra nova, 747,5 mil toneladas. O volume ficou dentro das apostas dos investidores entre 700 mil a 1,5 milhão de toneladas.

Além disso, as atenções dos participantes do mercado permanecem voltadas ao clima no Meio-Oeste. “O tempo nos EUA também está fornecendo alguma ajuda, já que a parte norte do Cinturão do Milho parece relativamente seca na próxima semana”, informou o site internacional Farm Futures.

Entre os dias 31 de julho a 4 de agosto, os mapas do NOAA – Serviço Oficial de Meteorologia dos EUA -, indicam chuvas abaixo da normalidade em algumas regiões do Meio-Oeste. No mesmo período, as temperaturas ficarão abaixo da média.

Até o último domingo, cerca de 72% das lavouras de milho apresentavam boas ou excelentes condições. As informações serão atualizadas no início da próxima semana.

Mercado interno

No mercado interno, os preços do cereal subiram nesta quinta-feira. De acordo com levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, em Campo Grande (MS), a alta foi de 7,69%, com a saca do cereal a R$ 28,00. Já na região de Campinas (SP), o ganho foi de 5,46%, com a saca a R$ 38,60.

Em Sorriso (MT), a valorização foi de 5,56%, com a saca de milho a R$ 19,00. Na localidade de Brasília, o ganho ficou em 3,70%, com a saca a R$ 28,00. Em Londrina (PR), a alta ficou em 3,33%, com a saca a R$ 31,00.

Segundo dados da XP Investimentos, “as baixas produtividades, confirmando a quebra, e o atraso na colheita restringem a disponibilidade do produto e motiva as valorizações”. Essa semana, o Deral (Departamento de Economia Rural) reduziu a safrinha de milho no estado para 9,2 milhões de toneladas nesta temporada.

A falta de chuvas no pendoamento do milho também afetou a produtividade das lavouras de milho nesta temporada em Minas Gerais. As áreas mais penalizadas são as cultivadas em março, nas quais, a produtividade deve ficar abaixo de 80 sacas do grão por hectare. Já as semeadas em fevereiro, que estão sendo colhidas agora, registram rendimentos entre 100 a 120 sacas de milho por hectare.

“De modo geral, vamos colher menos milho nesta temporada no estado. O tempo foi muito severo, no momento em que as lavouras mais precisavam de água não tivemos nenhuma gota. Inclusive, alguns produtores terão que acionar o seguro agrícola”, reforça o presidente da Comissão de Grãos da Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), Rodrigo Otávio de Araújo Herval.

Dólar

A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,7468 na venda, com alta de 1,20% nesta quinta-feira. O dólar subiu após acumular perdas de mais de 2,14% nas duas últimas sessões.

“O câmbio subiu num movimento de correção e acompanhando o mercado externo, mas com os investidores sem tirar o foco da cena política local, na reta final para os partidos fecharem suas coligações para as eleições de outubro”, reportou a Reuters.

Fonte: Notícias Agrícolas

Crédito: Portal do Agronegócio