Avanços científicos dão segurança para agricultura

Categoria Geral - 11 de fevereiro de 2019

A gerente de Ciência Regulatória da Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), Andreia Ferraz, afirmou que os avanços científicos na área da agricultura acabam trazendo muita segurança para o setor, diferente do que algumas instituições afirmam. De acordo com ela, muito se fala sobre os impactos que os pesticidas causam e pouco sobre os métodos científicos a que eles são submetidos.

“A cadeia de produção de um novo defensivo é composta por três etapas: a pesquisa de moléculas, os testes de desenvolvimento do produto em si e os procedimentos de avaliação para a obtenção do registro. Durante a fase de pesquisa, aproximadamente 160 mil moléculas são sintetizadas, em busca de ingredientes com potencial para serem usados em novos produtos, cada vez menos tóxicos e mais específicos para determinadas pragas e para atender diferentes culturas agrícolas”, explica.

Nesse cenário, ela explica também que na fase de desenvolvimento são realizados testes “em cerca de 5 moléculas selecionadas e, a partir daí uma variedade de formulações é desenvolvida e submetida a estudos toxicológicos experimentais e a ensaios sobre o destino no ambiente”. Além disso, na fase de registro, “uma molécula é selecionada e sobre ela é entregue um dossiê para os órgãos reguladores responsáveis – MAPA, Anvisa e Ibama – contendo todos os estudos de eficácia e segurança realizados”.

“Em resumo, todo esse processo, que costuma levar de 17 a 20 anos e tem um custo médio de US$ 286 milhões, considerando desde o início das pesquisas até sua comercialização, está respaldado em uma enorme evolução científica e comprometido com o desenvolvimento de produtos com melhor perfil toxicológico, baseados em processos que nunca foram tão precisos”, conclui.

Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems

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