Bolsa brasileira aponta queda no milho em maio

Agricultura - 6 de Março de 2018

A curva das cotações futuras do milho negociado na B3 parece afirmar que as cotações já cairão de maio para frente, destaca a T&F Consultoria Agroeconômica. Embora a cotação de março tenha atingido expressivos R$ 40,50/saca na última sexta-feira, já caiu 0,26% nesta segunda-feira para R$ 40,24/saca.

Na avaliação do analista Luiz Fernando Pacheco, o pior é a confirmação das cotações para os meses seguintes: R$ 38,09 para maio, queda de 5,34% em relação a março. Julho fechou a R$ 36,35, queda de 4,57% em relação a maio e 9,66% em relação a março. Setembro fechou a R$ 34,65, ou 4,67% a menos que a cotação de julho.

Novembro fechou a R$ 35,25 ou 1,73% a mais do que setembro, mas 12,40% a menos do que a cotação de março. E janeiro de 2019 fechou em R$ 35,33/saca, leve alta de 0,22% em relação a novembro, mas 12,20% a menos do que a cotação de março/18.

“Alguém aí tem alguma dúvida de que é hora de vender o milho que tem em mãos? É verdade que Chicago subiu hoje, mas, assim como a soja, a sua máxima do dia foi inferior à máxima da última sexta-feira, o que mostra perda de força (porque os preços estão altos demais). E as cotações do milho na Argentina, que sempre podem concorrer com o Brasil, também fecharam em queda nesta segunda-feira”, conclui Pacheco.

FUNDAMENTOS

O Imea revisou suas projeções e agora prevê uma produção de 25,40 milhões de toneladas de milho no do milho no Mato Grosso do Sul. O número representa um aumento de 2,7% frente ao levantamento anterior, baseado na expansão do total plantado do cereal. De acordo com o Instituto, porém, a produção deve ser inferior ao total de 2016/17 (30,45 milhões), quando a área plantada foi maior.

Fonte:  AGROLINK –Leonardo Gottems

Imagem créditos: Domínio Público

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