Brasil exporta 3,2 milhões de sacas de café em janeiro

Agricultura - 13 de fevereiro de 2020

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou dados do relatório do mês de janeiro e aponta que o Brasil exportou 3,2 milhões de sacas de café, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. A receita cambial gerada com os embarques no mês foi de US$ 438,14 milhões e o preço médio da saca de café foi de US$ 136,00, apresentando ligeiro crescimento de 1,7% em relação a janeiro de 2019.

Quando comparado os dados de janeiro de 2020 com dezembro de 2019, as exportações cresceram 5,3%. A receita apresentou aumento de 11,7% e o preço médio também teve aumento de 6%.

O café arábica representou 83,2% do volume total de café exportado em janeiro, com 2,7 milhões de sacas embarcadas. O café solúvel representou 9,8% dos embarques no mês, com 315,3 mil sacas exportadas, registrando aumento de 28,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já o café canéfora (conilon e robusta) representou 6,9% de participação nas exportações, equivalente a 223,8 mil sacas. A variedade também apresentou crescimento (+48,6%) nas exportações comparando com o volume do café embarcado em janeiro de 2019.

“Os resultados das exportações de café em janeiro foram muito positivos, principalmente em relação ao valor em dólares por saca, que foi superior ao mesmo período do ano anterior, apesar da forte desvalorização do real. Seguimos atendendo o mercado importador, com eficiência e qualidade. O crescimento dos investimentos, a agenda prioritária em infraestrutura no país e a queda da taxa de juros e dos índices de inflação mostram um cenário positivo para a economia brasileira e todo o nosso setor. Comprovando mais uma vez a qualidade e sustentabilidade do agronegócio do café brasileiro, pela primeira vez a Coréia do Sul entra para a lista dos 10 maiores importadores, dado que o país é reconhecido por sua alta exigência em qualidade no mercado internacional e junto com o Japão podem influenciar o aumento do consumo do café brasileiro nos demais países asiáticos, principalmente na China”, afirma Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

Principais destinos

Os dados mostram que Estados Unidos e Alemanha continuam como os países quem mais consomem café brasileiro. Eles importaram, respectivamente, 617,9 mil e 617,1 mil sacas (19,2% das exportações no mês para cada país). Na sequência vem Itália, com 259,6 mil sacas (8,1% das exportações); Japão, com 192,9 mil sacas (6%); Bélgica, com 150,1 mil sacas (4,7%); Federação Russa, com 121,3 mil sacas (3,8%); Turquia, com 94,3 mil sacas (2,9%); Canadá, com 83,4 mil sacas (2,6%); Suécia, com 76,7 mil sacas (2,4%); e Coreia do Sul, com 67,5 mil sacas (2,1%).

Desses principais destinos de café brasileiro, a Suécia e a Federação Russa se destacaram por registrar os maiores crescimentos na importação de café, ao comparar com janeiro de 2019. A Suécia apresentou crescimento de 96,5% na importação do produto, enquanto que a Federação Russa importou 64,7% a mais quando comparado a janeiro de 2019. Coreia do Sul e Canadá também apresentaram crescimento no consumo de café, de 14,9% e 11,8%, respectivamente, na mesma base comparativa. Esta é a primeira vez que a Coréia do Sul entra na lista dos 10 principais importadores de café brasileiro.

Também se destacam no mês as exportações para os países do BRICS, que registraram aumento de 79% (165,8 mil sacas), Leste Europeu, +55,4% (180,9 mil sacas) e Países Árabes, com +29,1% (121,7 mil sacas).

Os embarques para os países produtores, por sua vez, também registraram crescimento de 24,4%, com 120,4 mil sacas embarcadas no mês, destacando-se as compras de café verde do México e da Colômbia, que resultaram na participação entre os produtores, importadores do café verde, de 52,5% e 34,1%, respectivamente.

Cafés especiais

Em janeiro, o Brasil exportou 628,9 mil sacas de cafés especiais (aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis) que representaram 19,5% do total embarcado no mês. A receita cambial dessa modalidade foi de US$ 108,2 milhões, o que corresponde a 24,7% do total gerado com os valores da exportação de café, enquanto que o preço médio ficou em US$ 172,09.

Os Estados Unidos também seguem sendo o país que mais recebe cafés especiais do Brasil, com 115,1 mil sacas exportadas (equivalente a 18,3% de participação nas exportações da modalidade). A Alemanha ficou em segundo lugar, com 69,1 mil sacas (11%), seguida pelo Japão, com 65,9 mil (10,5%); Itália, com 50,9 mil (8,1%); Bélgica, com 49,8 mil (7,9%); Reino Unido, com 25,9 mil (4,1%); Suécia, com 23,4 mil (3,7%); Coreia do Sul, com 22,5 mil (3,6%); Canadá, com 22,4 mil (3,6%); e Federação Russa, com 19,9 mil sacas (3,2%).

Portos

O Porto de Santos segue na liderança como via de escoamento do café em janeiro deste ano, com 83,2% de participação (2,7 milhões de sacas embarcadas por ele). Os portos do Rio de Janeiro figuram o segundo lugar, com 11,7% de participação (377,2 mil de sacas embarcadas por eles).

Fonte: Café Point

Crédito: DP Pixabay


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