Café: Após fechar estável na véspera, Bolsa de Nova York opera no campo misto nesta manhã de 4ª

Categoria Geral - 10 de agosto de 2016

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) trabalham no campo misto nesta manhã de quarta-feira (10) e permanecem próximas do patamar de US$ 1,40 por libra-peso. Sem novidades fundamentais, o mercado segue atento às novidades do financeiro, mas não esboça direcionamento definido.

Por volta das 08h53, o contrato setembro/16 registrava 140,65 cents/lb com 45 pontos de baixa, o dezembro/16 tinha 144,45 cents/lb com 30 pontos de recuo. Já o vencimento março/17 estava cotado a 148,20 cents/lb com 25 pontos de alta, enquanto o maio/17 anotava 149,45 cents/lb com 40 pontos de desvalorização.

Na sessão anterior, as cotações do arábica na ICE fecharam praticamente estáveis diante de um dia tranquilo nos mercados globais, de um modo geral, e com poucas novidades fundamentais que pudessem fazer os preços externos esboçarem recuperação.

Veja como fechou o mercado na terça-feira:

O mercado do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) teve um dia atípico nesta terça-feira (9) ao fechar praticamente estável. As cotações da variedade chegaram a variar dos dois lados da tabela durante a sessão, mas diante de um dia tranquilo nos mercados globais e com poucas novidades fundamentais, a estabilidade acabou prevalecendo e ficou clara a consolidação do patamar de US$ 1,40 por libra-peso.

O contrato setembro/16 anotou 141,10 cents/lb – estável, o dezembro/16 teve 144,75 cents/lb com queda de 5 pontos. Já o vencimento março/17 encerrou o dia cotado a 147,95 cents/lb também estável, enquanto o maio/16, mais distante, registrou 149,85 cents/lb com 10 pontos positivos.

De acordo com o analista da Maros Corretora, Marcus Magalhães, os investidores continuam observando o desenrolar do mercado sem colocar pressão e isso impede que grandes emoções ou volatilidades sejam presenciadas nas bolsas. “Os níveis internacionais de Nova York e Londres continuam a oscilar dentro de um curto intervalo mercadológico e sem conseguir empolgar nenhum dos lados envolvidos”, diz Magalhães.

Para o analista, apesar das oscilações dos dois lados da tabela durante a sessão, as cotações conseguiram manter importantes suportes. “Prevalecerá o mais do mesmo até que surja no front um fato novo que possa impor um novo ritmo as negociações”, explica Magalhães.

No início da tarde, o mercado do arábica na ICE sentiu pressão do câmbio e chegou a recuar cerca de 100 pontos. O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira com queda de 0,84%, cotada a R$ 3,1411 na venda, no menor nível desde 15 de julho de 2015. O dólar mais baixo em relação ao real tende a desencorajar as exportações da commodity e os preços externos tendem a esboçar reação.

Em julho (21 dias úteis), as exportações de café em grão do Brasil totalizaram 1,73 milhões de sacas, com receita de US$ 271,4 milhões. Os dados foram divulgados na segunda-feira (1º) pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No Brasil, a colheita avança nas principais áreas produtoras. No entanto, mapas climáticos apontam que a instabilidade pode voltar ao cinturão nos próximos dias com a ocorrência de chuvas fracas e dispersas sobre o Paraná, São Paulo, Sul do Espírito Santo e Sul e Zona da Mata de Minas Gerais.

Segundo estimativa da Safras & Mercado divulgada na quinta-feira (4), a colheita brasileira 2016/17 foi indicada em 76% até 2 de agosto, uma evolução de 6% em relação à semana anterior. É apontado que já foram colhidas 41,47 milhões de sacas. Agências internacionais reportam que o avanço dos trabalhos no país atua como fator baixista para as cotações.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revisou nesta terça-feira a safra de café do Brasil em 0,7% ante a estimativa do ano passado, totalizando 49,1 milhões de sacas de 60 kg. O arábica deve ter produção de 40,36 milhões de sacas. Já o robusta deve recuar para 8,74 milhões de sacas.

» IBGE eleva safra de café do Brasil 2016 em 0,7%, para 49,1 milhões de sacas

Mercado interno

Os negócios nas praças de comercialização do mercado físico brasileiro seguem lentos. “O setor produtivo continua arredio à conversas mercadológicas e isso dificulta o retorno da liquidez nas praças de comercialização ao redor do Brasil”, afirma Marcus Magalhães.

O presidente da Cooxupé (Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé) afirmou à Reuters na segunda-feira (8), durante evento em São Paulo, que os produtores da Cooperativa têm relutado em vender o produto abaixo do nível de R$ 500,00 a R$ 510,00 a saca, mas o ritmo de comercialização é “normal”.

O tipo cereja descascado fechou o dia com maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 590,00 a saca e queda de 1,67%. A maior variação no dia ocorreu em Varginha (MG) com queda de 1,89% e saca a R$ 520,00.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Franca (SP) com R$ 510,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Guaxupé (MG) com queda de 2,01% e saca a R$ 487,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Araguari (MG) com R$ 520,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Guaxupé (MG) com R$ 477,00 a saca e queda de 2,05%.

Na segunda-feira (8), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 483,70 com queda de 0,19%.

Fonte: Notícias Agrícolas

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