Climatempo, Embrapa Territorial e associações atuam em parceria para unificar dados meteorológicos no Oeste da Bahia

Agricultura - 22 de junho de 2018

Principal objetivo da parceria é construir uma rede de estações meteorológicas que ajude o produtor a encontrar informações ainda mais segmentadas

São Paulo, junho de 2018 – A Climatempo, principal empresa meteorológica privada do país, a Embrapa Territorial, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) passaram a atuar em parceria para a criação de uma base de dados meteorológicos unificada para o Oeste da Bahia.

O principal objetivo é construir uma rede de estações meteorológicas que ajude o produtor a encontrar informações ainda mais segmentadas, além de receber eventuais alertas fitossanitários.  Para isso, as empresas estão desenvolvendo um modelo junto a especialistas que integre os equipamentos já existentes e que amplie o número de novos aparelhos para coleta de dados em um raio de três quilômetros. A região já possui um grande número de estações meteorológicas nas fazendas, mas há pouca integração dos dados coletados. O projeto deverá fomentar uma melhor infraestrutura, com mais estações, e uma rede eficiente de circulação e tratamento das informações sobre clima específicas para a região.

“A Climatempo vem trabalhando na qualidade da previsão do tempo há quase 30 anos, e criou uma plataforma que permite a assimilação dos dados das estações meteorológicas já existentes nas propriedades rurais no Oeste da Bahia” afirma Carlos Magno, presidente da Climatempo.

O compartilhamento de informações e dados entre o maior número possível de estações medidoras é essencial para dar maior confiabilidade nas previsões, instrumento fundamental para a tomada de decisão dos produtores rurais. “Na maioria das culturas agrícolas, a janela climatológica para plantio ou colheita costuma ser muito estreita. Em razão disso, ter uma previsão que seja a mais confiável possível é fundamental para o produtor, pois principalmente no caso de grandes plantações, um erro pode representar a diferença entre lucro ou prejuízo.

Com esta plataforma os agricultores poderão reduzir os custos e maximizar a aplicação de recursos ao se anteciparem aos fatores climáticos. Para o pesquisador da Embrapa Territorial, o engenheiro agrônomo, Paulo Barroso, o projeto servirá de modelo a ser replicado nas demais regiões produtoras no Brasil. “O trabalho integrado entre as instituições irá transformar o Oeste da Bahia na vanguarda da Agrometeorologia do mundo ajudando os produtores locais a aumentar ainda mais a produtividade”, afirma.

De acordo com o presidente da Climatempo, o Brasil não possui uma rede de estações meteorológicas suficientemente densa para que os modelos atmosféricos possam ter bons índices de acerto.  “É preciso fazer os ajustes necessários e aumentar a precisão em pontos específicos da grade, como no caso das fazendas.” conclui Magno.

O presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, acredita que o projeto vai maximizar o resultado das pulverizações e auxiliar no monitoramento fitossanitário de doenças das culturas como a Ferrugem da soja, Ramulária e Mofo Branco. “As informações desta pesquisa vão colaborar com o estudo que está avaliando o potencial hídrico do oeste da Bahia, fornecendo dados precisos da capacidade de recarga do Aquífero Urucuia para cada microrregião que compõe o oeste da Bahia”, afirma.

Sobre o Grupo Climatempo

O Grupo Climatempo é a principal empresa privada de meteorologia do país. Fornece, atualmente, conteúdo para mais de 50 retransmissoras nacionais de televisão, rádios e para os principais portais. Com cerca de 2 mil clientes, oferece conteúdo meteorológico estratégico para diversos setores como agricultura, varejo, energia e construção.

O Portal Climatempo transformou-se no veículo líder em visitação do país. Classificado nos principais institutos de pesquisa entre os 30 sites mais visitados do Brasil em língua portuguesa, recebe mais de 1,5 mi de usuários por dia. O Grupo é presidido pelo meteorologista Carlos Magno que, com mais de 27 anos de carreira, foi um dos primeiros expoentes da profissão no país.

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