De hospital a aeroporto: produtores rurais bancam parte da infraestrutura

Categoria Geral - 11 de dezembro de 2017

Maior produtor de soja do Brasil, com mais de 600 mil hectares de área plantada, o município de Sorriso, em Mato Grosso, é destaque também no engajamento dos agricultores locais na regional.
O projeto Soja Brasil já mostrou agricultores investindo em estruturas de armazenagem compartilhadas e até estradas para escoamento de safra. Mas, os produtores rurais do município de Sorriso foram além e construíram o hospital e parte do aeroporto. Não à toa, este município é considerado o maior produtor de soja do País.
Inaugurado em outubro do ano passado, o Hospital 13 de Maio foi batizado com este nome, devido à data de aniversário da emancipação sorrisense. O empreendimento médico nasceu da necessidade de se estabelecer um local para consultas das mais variadas especialidades médicas. Os 30 mil metros quadrados só foram concluídos graças à participação de produtores rurais da região, que bancaram principalmente a compra de equipamentos.
O sindicato rural do município não revela valores, mas diz que a participação do setor foi indispensável para colocar o hospital em funcionamento. Hoje, são 30 leitos de internação, sendo dez de alta complexidade; pronto atendimento para atender e medicar 20 pacientes ao mesmo tempo; e 14 consultórios.
A logística municipal também melhorou, com a inauguração do aeroporto Adolino Bedin, homenagem a um dos colonizadores da região, há mais de 30 anos. Os 1.700 metros de pista asfaltada permitem pousos de aviões de pequeno porte particulares, além de comerciais, que já operam na região.
A companhia aérea Azul, inclusive, oferece voo diário até Campinas, no interior paulista, com escala em Cuiabá, capital mato-grossense. A estimativa é que produtores rurais investiram mais de R$ 2 milhões em toda a estrutura, de terminal de passageiros, a pista de decolagem e pouso, que atende toda a população.
O presidente do sindicato rural de Sorriso, Luimar Gemi, diz que estes são apenas investimentos recentes, já que o setor constantemente se compromete com causas sociais, além dos empregos gerados direta e indiretamente pelo agronegócio.
Por: André Anelli
Fonte: Canal Rural

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