Demanda sobe e preço do boi casado atinge o maior patamar em 11 meses

Pecuária - 14 de dezembro de 2017

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agrícola e previsão do tempo para começar o dia bem informado.
Os preços do boi gordo subiram em várias regiões de produção e comercialização nesta quarta-feira, dia 13. Segundo a consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos ainda encontram alguma dificuldade na compra de gado, com escalas de abate posicionadas entre dois a três dias úteis.
Enquanto isso, a demanda segue aquecida, com boa reposição entre atacado e varejo. “Já a partir do dia 20 o mercado tradicionalmente se torna mais lento, com o varejo já contando com uma programação bastante definida”, disse o analista da empresa, Fernando Iglesias.
Em relação ao mercado atacadista, os preços ficaram estáveis. A expectativa ainda é por reajustes no curto prazo, considerando o ápice do consumo no decorrer do mês de dezembro.
A consultoria XP Investimentos indica que o preço do boi casado atingiu a maior média de preços em onze meses, impulsionado pelas boas vendas.
Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba
Araçatuba (SP): 146,00
Belo Horizonte (MG): 144,50
Goiânia (GO): 143,50
Dourados (MS): 133,00
Mato Grosso: 127,00-131,50
Marabá (PA): 134,00
Rio Grande do Sul (oeste): 4,75 (kg)
Paraná (noroeste): 138,50
Tocantins (norte): 137,00
Fonte: Safras e Mercado, Scot Consultoria e XP Investimentos
Dólar e Ibovespa
O dólar comercial encerrou em queda de 0,36%, cotado a R$ 3,317, repercutindo o cenário político e as novas tratativas sobre a reforma da Previdência. Com isso, o dólar acabou devolvendo parte dos ganhos no pregão do dia anterior.
Em relação à política, o anúncio da data do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex, no Guarujá, marcado para 24 de janeiro, agitou o mercado. O julgamento será em segunda instância, e Lula pode ficar de fora da corrida presidencial com a inelegibilidade da candidatura.
A reforma da Previdência, por sua vez, continua agitando o bastidor político, que ouviu um sim do PSDB ao fechar questão favorável à reforma e deve punir parlamentares que não seguirem orientações do partido. Assunto que movimentou as negociações do câmbio e fez a moeda norte-americana cair mais de 1% após a anúncio.
Após o encerramento da sessão, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou por meio de nota que a matéria será votada em fevereiro de 2018 após o acordo entre os presidentes do Senado, Eunício Oliveira
(PMDB-CE), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o governo
federal.
“Ainda assim, o páreo ainda segue duro para alcançar os 308 votos que serão necessários para aprovar a reforma”, avalia a equipe econômica da Guide Investimentos.
No cenário externo, o dólar perdeu força ante as moedas emergentes e para as divisas pares à espera da decisão do Comitê de Política Monetária dos Estados Unidos, do Federal Reserve (FED), o banco central norte-americano, que anunciou alta da taxa de juro americana para a faixa de 1,25% e 1,50%. O Fomc ainda sinaliza mais três altas do juro no ano que vem.
O Ibovespa encerrou com queda de 1,22%, aos 72.914 pontos. O volume negociado foi de R$ 12,402 bilhões.
Soja
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais altos. O mercado se recuperou tecnicamente após cinco sessões consecutivas de perdas.
Em termos fundamentais, o mercado segue pressionado. A previsão de chuvas na próxima semana na Argentina deve tranquilizar os produtores locais, que estão preocupados com o clima seco.
No Brasil, o mercado de soja teve um dia de poucos negócios e preços perto da estabilidade. Chicago teve alta moderada e o dólar caiu, afastando os negociadores.
Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Janeiro/2018: 9,79 (+3,50 cents)
Março/2018: 9,90 (+3,50 cents)
Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg
Passo Fundo (RS): 70,50
Cascavel (PR): 70,50
Rondonópolis (MT): 64,00
Dourados (MS): 65,40
Porto de Paranaguá (PR): 75,30
Porto de Rio Grande (RS): 75,00
Santos (SP): 74,50
São Francisco do Sul (SC): 75,00
Fonte: Safras & Mercado
Milho
O milho em Chicago foi caracterizado pela predominante alta entre os principais contratos em vigor. O mercado repercutiu no decorrer da sessão o relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A redução dos estoques foi o grande motivador de alta durante o pregão.
O clima na América do Sul segue altamente relevante para a formação de tendência de curto e de médio prazo, com ênfase no quadro da Argentina.
No mercado interno, a lentidão dos negócios já começa a predominar em alguns estados. Esse movimento tende a se acentuar a partir do dia 20, considerando uma logística mais complicada com a proximidade das comemorações de fim de ano. O real segue em perspectiva de desvalorização produzindo instabilidades nas negociações envolvendo a segunda safra.
Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Março/2018:  3,49 (-1,25 cent)
Maio/2018:  3,57 (-1,25  cent)
Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg
Rio Grande do Sul: 32,00
Paraná: 29,00
Campinas (SP): 34,00
Mato Grosso: 17,50
Porto de Santos (SP): 30,00
Porto de Paranaguá (PR): 29,00
São Francisco do Sul (SC): 29,00
Fonte: Safras & Mercado
Café
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quarta-feira com preços acentuadamente mais altos. As cotações avançaram após sete sessões seguidas de perdas. Segundo traders, o mercado apresentou um natural movimento de recuperação técnica.
As cotações na terça-feira caíram e fecharam abaixo da importante linha de US$ 1,20 a libra-peso. Nesta quarta-feira, o mercado reagiu diante de sinais de estar sobrevendido e voltou a fechar levemente acima deste patamar.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da quarta-feira com cotações acentuadamente mais altas. O mercado foi sustentado por um movimento de recuperação técnica, em mais uma sessão volátil, seguindo a valorização apresentada para o arábica na Bolsa de Nova York.
Brasil
Já o mercado brasileiro de café teve uma quarta-feira de negociações apenas pontuais. Os preços permaneceram estáveis, com a alta do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres não tendo maior efeito. Os compradores se retraíram e não melhoraram as bases de preços.
Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso
Março/2018: 120,10 (+1,65 pontos)
Maio/2018: 122,65 (+1,60 pontos)
Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada
Janeiro/2018: 1.712 (+US$ 24)
Março/2018: 1.713 (+US$ 33)
Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg
Arábica/bebida boa – Sul de MG: 445-450
Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 450-455
Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 405-410
Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 355-360
Previsão do tempo
As primeiras horas desta quinta-feira, dia 14, é marcada por bastante nebulosidade e pancadas de chuva, seguidas de raios, desde o Amazonas até a Bahia. Aliás é no sul baiano que se registrou o maior acumulado de chuva, em 24 horas, como em Caravelas que apresentou 75,6% da média climatológica de precipitação de dezembro. Assim como em Iporá, em Goiás, que choveu 117,6 milímetros entre a noite de quarta e esta madrugada e foi considerada a maior chuva, em 24 horas, na região desde fevereiro de 2007.
Sul
Nesta quinta-feira, o tempo começa a mudar ligeiramente no Sul do Brasil. Na primeira parte do dia, o sol predomina e a temperatura sobe bastante nos três estados. Conforme o dia for passando, áreas de instabilidade associadas à aproximação de uma frente fria na costa voltam a gerar chuvas entre o Rio Grande do Sul e o Paraná. A chuva vem de maneira muito localizada, bastante passageira e com baixo acumulado. O calor, porém, potencializa temporais e são esperadas trovoadas sobretudo rajadas de vento intensas com destaque para o sul, centro do estado gaúcho e região Metropolitana. Tempo firme apenas no norte de Santa Catarina e no leste paranaense.
Sudeste
A chuva volta a ganhar força no norte do Espírito Santo e norte mineiro. Algumas simulações dão conta de acumulados superiores aos 60 milímetros em 24 horas nestas áreas.
Em contrapartida, a chuva começa a ficar cada vez mais isolada em outras áreas de Minas Gerais e no sul do Espírito Santo. Assim como a maior parte do estado de São Paulo, Rio de Janeiro.
Já entre o sul paulista e o sul de Minas, passando pela região metropolitana de São Paulo, Vale do Paraíba e litorais, o tempo permanece firme e com grande amplitude térmica. A temperatura da tarde se eleva mais do que em dias anteriores e há sensação de calor nestas áreas, assim como todo o estado de São Paulo.
Centro-Oeste
As condições de tempo praticamente não se alteram sobre o Centro-Oeste. Algumas simulações atmosféricas indicam chuvas de mais de 60 milímetros em 24 horas no nordeste de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. A chuva vem de forma mais localizada e com menor acumulado no restante de Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul.
Nordeste
As áreas preferenciais para chuva ficam concentradas no extremo sul da Bahia e no oeste deste estado, em todo o Maranhão e também sobre o sul e oeste do Piauí.
Por outro lado, diminui bastante a condição para instabilidades em outras áreas do Nordeste. Numa faixa que vai do nordeste baiano até o Ceará e em boa parte do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe o sol predomina entre nuvens e o calor segue intenso. A novidade fica por conta do retorno da chuva fraca à noite no litoral entre Natal e Recife.
Norte
As condições de tempo pouco mudam no Norte. A chuva é mais intensa no estados do Amazonas, Pará e Tocantins. Neste último estado, o acumulado passa dos 50 milímetros em 24 horas. Já a chuva é menos abrangente em Roraima. Nesta área a temperatura segue bastante elevada e faz calor à tarde.
Fonte: Somar Meteorologia
Fonte: Canal Rural

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