Em um mês, rentabilidade do sojicultor despenca quase 6%

Categoria Geral - 10 de agosto de 2017

Não só os preços da oleaginosa recuram no mercado internacional, como também o câmbio. O resultado é a saca valendo R$ 67. Relatório do USDA pode mudar esta situação soja

Daniel Popov, de São Paulo
Os preços da soja na Bolsa de Chicago fecharam esta quarta-feira valendo US$ 9,66 por bushel, no contrato de setembro (usado como referencia para o mercado físico do Brasil). O dólar depois de algumas altas, atingiu um patamar de R$ 3,15. Na mesma época do mês passado, tanto o preço, quanto o câmbio, estavam bem mais favoráveis para as negociações dos sojicultores.

Para facilitar o entendimento, ao transformar bushel em saca de 60 quilos, o valor do contrato de setembro desta quarta fica em US$ 21,29 por saca. Ao multiplicar este valor pelo câmbio, o resultado é de R$ 67 por saca. No mês passado, na mesma data e contrato de referencia, a saca era vendida a US$ 21,45, que não parece muito mais do que hoje. Só que ao converter ao câmbio da época (R$ 3,30), o valor salta para 70,7, ou seja, quase 6% a mais do que hoje.

Na média, os valores registrados no mês de julho na Bolsa de Chicago, no contrato de setembro, foi de US$ 22 por saca, contra os atuais US$ 21,2 a saca. A principal diferença nestes casos foi justamente o câmbio, citado por muitos analistas como o vilão desta safra.

Para sanar a curiosidade a média do dólar neste mês está em R$ 3,12, contra nada mais nada menos que R$ 3,20 do mês passado.

A expectativa do mercado, agora, é para que o relatório sobre a produção e estoques dos Estados Unidos, que será divulgado nesta quinta, dia 10, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, venha com boas reduções. Se confirmar isso, os preços podem voltar a subir e melhorar a rentabilidade dos produtores.

Fonte: Canal Rural

Outras Notícias