Infocafé – 13/03

Agricultura - 14 de março de 2019

A bolsa de N.Y finalizou a quarta-feira em alta, a posição maio oscilou entre a mínima de -0,80 pontos e máxima de +1,75 fechando com +1,65 pts. 

O dólar comercial fechou praticamente estável, com leve queda de 0,08%, cotado a R$ 3,8130. O mercado estava cauteloso com os próximos passo da reforma da Previdência. Ainda hoje deve ser instalada a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, primeiro colegiado a analisar a proposta. Líderes das bancadas, no entanto, já sinalizaram que a CCJ só votará o texto depois que o governo mandar ao Congresso a proposta de reforma previdenciária de militares, o que está previsto para 20 de março. No exterior, investidores apostavam que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) deve manter a postura paciente na sua política de juros. Taxas maiores nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente aplicados em outras economias, como a brasileira. Apesar do otimismo em relação aos juros nos EUA, o noticiário sobre o “brexit” seguia no radar, com impacto negativo. Parlamentares britânicos decidiram hoje que não haverá saída da União Europeia sem acordo. 

A exportação brasileira de café solúvel em fevereiro alcançou o equivalente a 264.942 sacas de 60 kg, volume praticamente estável em relação ao mesmo mês de 2018. Com o desempenho, as remessas no primeiro bimestre cresceram 9,95% na comparação com igual intervalo do ano passado e somaram 502.558 sacas. As informações são da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). Conforme o diretor de Relações Institucionais da Abics, Aguinaldo Lima, os dados apurados nesses dois primeiros meses mantêm a expectativa de que 2019 será um ano promissor para o café solúvel do Brasil. “Os embarques se encontram em volumes interessantes e apontam que podemos crescer significativamente em relação ao ano passado, refletindo os trabalhos de evolução e promoção que a Abics tem desempenhado no País e no exterior”, informa Lima, em comunicado. Em relação à receita cambial, foi apurado um recuo de 16% no primeiro bimestre deste ano, com os valores saindo de US$ 47,386 milhões (janeiro e fevereiro de 2018) para os atuais US$ 39,571 milhões. “Esse desempenho reflete o cenário de preços do mercado internacional, que se encontram em níveis inferiores aos do ano passado”, justifica Lima. Os Estados Unidos permanecem como o principal comprador do café solúvel brasileiro. No primeiro bimestre de 2019, os norte-americanos adquiriram 91.270 sacas, montante 26,46% maior do que as 72.171 sacas de janeiro e fevereiro de 2018. Na sequência dos principais clientes vêm: Rússia, com a importação de 63.258 sacas (+38,14%); Japão, com 39.426 sacas (-34,47%), Mianmar, com expressivo crescimento de 471,77% e a aquisição de 35.324 sacas; e Reino Unido, que comprou 33.647 sacas no primeiro bimestre e registrou avanço de 102,75%. 

Fonte: Mellão Martini


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