O fim das pragas sugadoras

Agricultura - 12 de novembro de 2019

O Brasil é um país de clima tropical onde é possível o cultivo de diferentes culturas no mesmo espaço, ao longo do ano, mas junto com esse privilégio do clima vem pragas, doenças, insetos, plantas daninhas e deficiências nutricionais que causam perdas de produtividade. No caso do percevejo na soja, por exemplo, quando controlado pode significar ganho de dez sacas por hectare. Já o bicho mineiro, do café, causa a desfolha e é capaz de reduzir a produção do cafezal em cerca de 70%. Os dois fazem parte da categoria dos insetos sugadores, aqueles que se fixam na planta e sugam a seiva.

Muitos desses insetos oferecem resistência ao manejo. O professor e pesquisador em Entomologia da UNESP – Câmpus Ilha Solteira, Geraldo Papa, explica que, nas últimas três safras, as pragas sugadoras demandaram duas aplicações e meia a mais para controle, o que implica em custos ao produtor. No Cerrado, onde o clima é mais quente, foram 8 aplicações de inseticidas na safra passada. “As moléculas que temos registradas para isso já têm mais de 15 anos. Precisávamos de algo novo”, define.

Papa é pioneiro na pesquisa da molécula Dinotefuran que já é utilizada por concorrentes do Brasil na agricultura como Austrália, Canadá, Estados Unidos e Argentina. Agora esta molécula está chegando, de forma inédita, ao país. A Ihara, tradicional em tecnologias e defensivos para a proteção de cultivos, promete elevar a um novo patamar o manejo de pragas, especialmente o percevejo. “O agricultor passa a ter à disposição novas tecnologias, para um controle eficiente das pragas, em diferentes culturas, sendo uma opção para agregar valor”, diz Clayton Veiga, Diretor de Marketing e Pesquisa & Desenvolvimento da Ihara.

O desenvolvimento foi todo feito no Japão e adaptado à realidade brasileira, com um investimento de US$ 250 milhões. Entre as características está o controle mais rápido, maior solubilidade em água e um período de controle inicial muito forte o que retarda ao máximo a reinfestação.

“Temos muitas pragas no Brasil e temos que ser racionais para ter cultivos sadios e alcançar produtividade. O agricultor passa a ter mais uma opção e perfil toxicológico mais adequado, tendo também mais economia”, ressalta Papa.

O vilão do percevejo

São três produtos que chegam ao mercado:

O inseticida Zeus combate o percevejo-marrom na soja com 93% de eficácia, em duas aplicações com intervalo de 10 dias e resultado em dois dias após a segunda aplicação. Também combate as ninfas e tem 84% de eficácia no controle da mosca-branca, também em soja. Além disso tem registro para pastagem, cevada, milho, centeio, milheto, trigo, triticale e aveia.

O inseticida Maxsan combate todas as fases da mosca-branca, com eficácia de 71% na primeira aplicação. Também pode ser utilizado em feijão e batata. Na cana-de-açúcar é usado para combate da cigarrinha.

O Spirit é indicado para combate ao bicho mineiro, ferrugem e cigarra do café.

Todos os produtos devem estar disponíveis nos distribuidores até dezembro.

Fonte: Agrolink Por Eliza Maliszewski

Crédito: Rural Pecuária


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