Piscicultor comemora bons resultados com o uso de solução biotecnológica

Categoria Geral - 15 de outubro de 2020

Aplicação de solução da SUPERBAC favoreceu desenvolvimento dos peixes e reduziu perdas no processo de engorda 

Dados da Associação Brasileira de Piscicultura – Peixe BR apontam um cenário favorável e de crescimento no setor. Segundo a Associação, o mercado brasileiro de piscicultura fechou 2018 com um faturamento de R$ 5,6 bilhões e a expectativa é crescer 25% até 2022.

De olho nesse movimento de crescimento e de boas possibilidades de aumento no consumo de peixe no país, há 15 anos o piscicultor Mateus Rego deu início à criação de tilápias no Paraná. O estado é o maior produtor de tilápia do país, sendo que em 2018 foi responsável por 123 mil toneladas da espécie de um total de pouco mais de 400 mil toneladas produzidas em todo o Brasil.

Rego, que mora em Nova Aurora e tem uma propriedade para criação de peixes em Nova Ubiratan, ambas no Paraná, conta com nove tanques com capacidades que variam de 6 a 8 mil m³ e mais cinco tanques, que variam de 2 a 9 mil m³, onde tem alevinos e tilápias pra engorda.

Por ser uma região muito fria, o grande desafio do piscicultor era manter o ritmo da engorda e evitar a mortalidade nos meses do inverno. “O período de engorda demora entre sete e oito meses. No final desse período, o peixe alcança 200 gramas. O peixe está pronto para venda quando atingir um peso de 800 gramas a 1 kilo, o que leva de nove a 10 meses”, explica o piscicultor.

A mortalidade também se dá pelo pH desequilibrado, alta concentração de amônia e nitrato e baixa oxigenação da água. E a qualidade da água é um dos grandes pontos de atenção e preocupação de piscicultores. “Os viveiros precisam de oxigenação. Para isso, muitas vezes, precisamos recorrer aos aeradores, que melhoram a oxigenação, mas fazem aumentar o consumo de energia, o que pode impactar significativamente nas contas do piscicultor”, revela Rego.

Com tantos desafios nas mãos e disposto a fazer crescer o negócio da família – o piscicultor conta com o apoio dos irmãos Edson e José – Rego buscou uma solução que pudesse melhorar o desempenho da cultura de tilápias, com resultados na qualidade da água e impacto positivo no desenvolvimento dos peixes.

Nessa busca conheceu o Bioboost, bioestimulador que integra a linha Aquavitality da SUPERBAC. A solução controla e mantém a qualidade da água, trazendo estabilidade a todo ciclo de produção e com melhoria da conversão alimentar pelo peixe. Com isso, há redução nos custos com ração e ainda no tempo de cultivo. Vale destacar que os gastos com ração podem representar até 70% dos custos totais da produção.

“É muito importante ressaltar que os bons resultados são fruto de um cuidadoso manejo e acompanhamento técnico periódico. Não adianta aplicar o produto e não criar um protocolo de assistência técnica. A solução é ótima, mas não atua sozinha”, esclarece.

Atualmente, o piscicultor tem cerca de 250 mil peixes alojados na engorda, o que dá uma média de seis peixes por m³ em tanques sem aerador, e a expectativa é fechar o ano com uma produção de 200 mil toneladas. Já a produção de alevinos deverá ficar entre 1,5 milhão e 2 milhões em 2020.

O piscicultor ainda destaca outra característica da solução da SUPERBAC. Segundo Rego, o Bioboost, por não ser químico, não agride as algas benéficas que se desenvolvem nos viveiros. “Desde que comecei a usar a solução também notei que o peixe ganhou imunidade, pois se alimenta melhor e com isso fica mais resistente”, finaliza.

Consumo de peixe

Entre as carnes que fazem parte do cardápio do brasileiro, a do peixe ainda é a mais cara, o que faz seu consumo per capta ficar abaixo das opções bovina e suína. Enquanto o brasileiro consome, em média, 9,5 quilos de peixe por ano, o consumo de carne bovina alcança 37,3 quilos e o de frango 45,9. O consumo de peixe no Brasil também fica abaixo da média mundial, que é de cerca de 20 quilos.

Solução SUPERBAC

As soluções biotecnológicas utilizam o poder dos microrganismos encontrados naturalmente no meio ambiente. Todas as bactérias usadas são do chamado nível 1: naturais, não patogênicas, não oportunistas e sem modificação genética que, ao entrarem em contato com o composto orgânico presente nos viveiros, eliminam as substâncias indesejadas e transformam essa matéria em CO2 e água. Isso tudo sem nenhum tipo de agressão ao ecossistema. Os microrganismos presentes na solução fazem uma verdadeira autorremediação e não são nocivos em nenhum grau à natureza, aos peixes e aos seres humanos.

Ao ser aplicada nos viveiros a solução biotecnológica auxilia na degradação dos compostos orgânicos, promovendo melhora significativa na qualidade da água e, consequentemente, para a vida do peixe. Esse processo traz benefícios importantes ao viveiro, como melhora na conversão alimentar dos peixes, favorecendo a redução de perdas e custos de ração e ainda nas concentrações de compostos nitrogenados, evitando toxicidade ao ambiente.

Outras vantagens ao viveiro, promovidas pelo consumo da matéria orgânica pelos microrganismos, são a prevenção da turbidez, redução do acúmulo de lodo no fundo dos tanques e a manutenção do ciclo biológico do nitrogênio. Esse conjunto de ações traz estabilidade do início ao fim do processo produtivo, sem nenhum impacto ambiental e sem deixar odores.

Fonte: Amanajé Comunicação


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