Pó de rocha é utilizado em confinamento e transforma dejetos em fertilizante natural 

Agricultura - 12 de janeiro de 2021

Fino de Micaxisto (FMX) auxilia na decomposição e mineralização da matéria orgânica

Já conhecido por melhorar a fertilidade e remineralizar o solo, o Fino de Micaxisto (FMX), também está ganhando espaço na pecuária. Além de melhorar a nutrição e proteção das plantas e regeneração do solo, o remineralizador FMX está sendo utilizado em confinamento com o objetivo de produzir um composto organo-mineral para pastagem ou lavoura, dentro do curral. Isso porque quando o bioinsumo entra em contato com os dejetos dos animais, além de aumentar os teores nutricionais do composto o pó de rocha auxilia na decomposição e mineralização da matéria orgânica.
O composto se transforma em fertilizante organo-mineral natural, rico em multinutrientes, minerais e matéria orgânica. Além de barato, o insumo natural oferece inúmeros benefícios para o solo, plantas e o Meio Ambiente, de uma forma geral. A cada dia, novos produtores e pecuaristas buscam essa ferramenta para otimizar o custo de produção e até rentabilizar com o comércio do insumo organo-mineral produzido dentro da propriedade.

Início do uso da técnica em confinamento
A prática começou em Goiás e Tocantins no ano de 2015, mas se expandiu e agora se consolida também em Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Mestre em agronomia e especialista em fertilidade do solo e nutrição de plantas, Saulo Brockes explica que no início as necessidades envolviam apenas a eliminação da umidade dos currais para melhorar o ambiente para os animais.
Mas outros pontos foram avaliados e os produtores começaram a relatar redução do mau cheiro causado pelos dejetos dos animais e também das moscas de chifre e estábulo. “Ainda que sejam consequências secundárias, esses resultados ajudam em muitos entraves com comunidade local”, explica o especialista.

O FMX tem elevada capacidade de retenção de água, na primeira experiência feita em confinamento um engenheiro agrônomo sugeriu colocar o material para evitar a lama no curral e melhorar o ambiente, como relata Brockes. “Ao final do ciclo dos animais, todo resíduo e dejetos foram amontoados para curtir. Foi observado então pelos proprietários e pecuaristas que os dejetos curtiram mais rápido e também estava sem cheiro. Foi aí que o engenheiro tomou a decisão de aplicar o composto na pastagem e em parte da lavoura”, explica o mestre em agronomia.

Resultados no campo
Depois do experimento, os resultados foram surpreendentes e foi a partir daí que o uso do FMX passou a ser rotineiro nestas atividades. A prática se expandiu para granjas de frango, nas quais já é costume utilizar a cama-de-frango ou esterco de frango na lavoura. Fonte de potássio e com alto teor de silício, o pó de rocha melhorara a fertilidade e remineraliza o solo. Além disso, o insumo nutre a planta e atua como indutor de resistência ao ataque de pragas e doenças.

“O FMX proporciona maior sanidade das plantas e reduz o número de aplicações de defensivos químicos, induzindo o equilíbrio do sistema produtivo, ciclagem de nutrientes e bioativação do solo. A integração lavoura-pecuária está cada vez mais forte devido a ferramentas como esta que promovem a sustentabilidade das atividades rurais”, finaliza Brokes.

Fonte: Campo e negócios


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