“Praga bíblica” será mais destrutiva com a mudança climática

Agricultura - 20 de agosto de 2019

Imagens de uma “invasão” de gafanhotos em Las Vegas percorreram o mundo, sendo que os insetos foram atraídos pelo brilho da luz da cidade e causaram muitos problemas no final de julho. Ao mesmo tempo, uma nuvem de insetos menos midiáticos, mas mais preocupantes, atingiu o Iêmen, um país devastado pela fome e pela guerra civil.

Um estudo de 2018 feito por cientistas americanos publicado na revista Science mostrou que o clima mais quente torna os insetos mais ativos e mais propensos a se reproduzir. De acordo com o pesquisador Curtis Deutsch, a mudança climática leva os insetos a agir de maneira mais destrutiva e imprevisível, sendo que já existem evidências de que o aumento da temperatura global terá um efeito direto sobre o metabolismo dos insetos.

“Com exceção dos trópicos, temperaturas mais altas aumentam as taxas de reprodução de insetos. São mais insetos que comem mais”, afirma ele. “As condições mais secas no futuro nos limites norte e sul da área de distribuição de lagostas no deserto podem produzir habitats mais favoráveis para esta espécie e podem ter impactos negativos significativos”, completa o entomologista Michel Le Coq, à BBC.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que coordena uma rede de monitoramento global especificamente para atividades de gafanhotos no deserto, também alerta que a mudança climática pode gerar condições mais favoráveis para a migração e a distância que elas cobrem. “Com o aquecimento futuro, os enxames poderiam atingir áreas mais rapidamente do que no passado”, diz a agência.

Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems


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