Produção de grãos no Nordeste crescerá 85% na safra 2016/2017

Categoria Geral - 26 de julho de 2017

O Nordeste produzirá 18,2 milhões de toneladas de grãos, na safra 2016/2017. O resultado representa crescimento de 85% em relação à safra anterior. A estimativa é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os Estados que apresentarão maior variação positiva segundo a Conab são Sergipe (317,1%) e Ceará (182,1%). Bahia, Maranhão e Piauí continuam sendo os grandes produtores da Região.

Segundo pesquisa do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), que analisa dados da Conab, o aumento deve-se à melhoria climática, sem ocorrência de veranicos nos períodos mais importantes do ciclo das culturas, e à melhoria da produtividade nas culturas mais representativas. O Etene é o órgão de pesquisas do Banco do Nordeste.

O maior crescimento ocorrerá na produção de feijão (111,2%), com previsão de produção de 714,6 mil toneladas. Nessa cultura, a Bahia é o quinto produtor nacional e maior da Região, com produção prevista de 283,8 mil toneladas, aumento de 106% em relação ao ano-safra anterior, quando registrou incremento de área de 15% e de produtividade de 79,6% (de 354 quilos por hectare para 635 quilos por hectare).

O estudo também aponta incremento na produção de milho (93,1%), soja (89,3%), caroço de algodão (27,7%) e arroz (10%) na Região.

Alagoas

Alagoas, mesmo não estando entre os maiores produtores, aponta crescimento esperado de 68% nessa safra, com produção de cerca de 75 mil toneladas de grãos. A maior alta será na produção do feijão (230,5%), acima da média regional, seguida por milho (58,6%).

Para o gerente de Desenvolvimento Territorial do BNB em Alagoas, em exercício, Juliano Hermann, o aumento da produção reflete também o trabalho da Comissão de Grãos de Alagoas, do Governo do Estado e parceiros, da qual o Banco faz parte. “Desenvolvemos diversas ações para estimular o produtor a inserir novos cultivares de grãos, com a distribuição de sementes selecionadas, além de disseminarmos a introdução da cultura da soja, ainda pouco praticada no Estado, e darmos apoio creditício, com taxas e prazos diferenciados”, ressalta.

Fonte:  TRIBUNA HOJE

Imagem créditos: Arquivo

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