Santa Monica consolida pioneirismo no mercado de cafés especiais com investimentos e lançamento de produtos

Agricultura - 17 de outubro de 2020

Com nova gestão, marca lança Café Premium e Microlote de 86 Pontos, triplica produção e cresce no e-commerce e varejo

Há mais de três décadas que o Café Gourmet Santa Monica vem destacando-se por seu pioneirismo e qualidade de seus produtos, sendo uma das primeiras marcas a produzir café gourmet no país. Na década de 1980, a família Moscofian atuava no segmento de restaurantes, onde o café era servido como cortesia e, muitas vezes, até rejeitado por seu sabor amargo e por não haver muitas opções no mercado em relação a marcas e formas de extração da bebida.

Naquela época, a família, que já tinha uma fazenda de café, decidiu se dedicar ao cultivo e investir em tecnologia para melhorar a produção e a qualidade dos grãos. Em paralelo, os Moscofian realizaram pesquisas e viajaram para países que são referência na extração de bebida para conhecerem diferentes pontos de secagem e torra, equipamentos e processos que poderiam ser agregados para a produção de um café diferenciado, envolvendo todos os processos.

Em pouco tempo, os investimentos no cultivo e criação de um produto de excelência começaram a gerar frutos e a empresa se lançou no mercado com o  Café Santa Monica Gourmet para atender principalmente o segmento de food service, levando o  produto a mais de três mil restaurantes, padarias e cafeterias de todo o país. Para manter as características de uma bebida gourmet na xícara, a marca também apostou em treinamentos, no atendimento pós-venda e em ações de degustação com o objetivo de difundir a cultura e sabor do café gourmet e ensinar seus clientes a extraírem a bebida perfeita.

Aos poucos, o Café Santa Monica foi consolidando sua expansão e atravessou fronteiras chegando ao mercado internacional com a exportação do seu café verde. Para dar mais velocidade a esse crescimento, trazer modernidade e levar a marca para outros canais, há cerda de dez anos, os irmãos Marcelo e Alexandre Moscofian assumiram a direção da empresa. Marcelo se tornou o CEO da companhia, focado nas áreas de marketing, expansão para o mercado interno e novos negócios e Alexandre passou a cuidar da produção e gestão da Fazenda Santa Monica e da área de exportação.

Com a nova administração, o Santa Monica ampliou sua linha de produtos com os lançamentos das cápsulas, da linha de bebidas quentes e do Drip Coffe, inaugurando o conceito de café de bolso no Brasil em 2016.  Na sequência, a empresa investiu na ampliação de seu mix, com lançamentos dos cafés Orgânico e Intenso em diferentes versões, e na abertura de seu e-commerce para oferecer uma linha de produtos e equipamentos para o consumidor final.

Além do avanço no mercado interno, a Santa Monica  novamente demonstrou sua ousadia e pioneirismo ao participar de diversas feiras e eventos internacionais e ao se tornar a primeira empresa a exportar café torrado com uma marca 100% brasileira para Espanha, Suíça, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Chile e mercados árabes, entre outros países.

Mesmo com os desafios da instabilidade econômica provocada pela Covid-19, este ano a empresa deu prosseguimento aos investimentos que estavam previstos para aumento da produção e lançamento do primeiro microlote, o Santa Monica 86 Pontos, marcando seu ingresso no segmento de cafés especiais com um produto superior, resultado da seleção dos melhores grãos produzidos na Fazenda, instalada em Machado, no Sul de Minas.

Para intensificar sua presença no mercado de café gourmet a empresa também investiu R$ 1,4 milhão na ampliação das instalações de sua torrefadora em São Paulo e em um novo torrador para triplicar a produção. Com esse aporte, também iniciou a produção de marca própria para uma rede de supermercados e reforçou sua atuação em grandes varejistas, marketplaces e em seu canal de e-commerce.

Com a Pandemia, o crescimento de 35% do consumo de café no lares, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), antecipou o lançamento do Santa Monica Premium, um café 100% arábica, com sabor mais encorpado, para atender principalmente o varejo e pessoas que querem tomar uma bebida diferenciada no dia a dia. “Com as cafeterias fechadas e a maior parte das pessoas trabalhando em home office, o consumidor procurou grãos especiais e acessórios para preparar cafés diferenciados em casa.  Nós sentimos esse movimento e aproveitamos para entrar em um novo nicho com o Santa Monica Premium”, explica Marcelo Moscofian.

Segundo o empresário, com esse lançamento, a marca passou a oferecer um produto com valor acessível e qualidade superior à de um café tradicional. “O Santa Monica Premium Série Prata é o primeiro passo para quem quer degustar uma bebida diferenciada.  Ele tem o mesmo padrão de qualidade Santa Monica e vem em embalagens de 500g com válvula desgaseificadora para manter seu aroma e sabor por mais tempo”, acrescenta. 

TECNOLOGIA COM TRADIÇÃO

Para iniciar a produção de café gourmet no país, a Santa Monica investiu em novas mudas, instalou um sistema israelense de fertirrigação por gotejamento em sua Fazenda e apostou nos avanços da biotecnologia para ter 60% da sua produção de grãos gourmet, um percentual superior ao de outras propriedades da região que colhem, em média, de 10% e 20% desse tipo de café. Esse resultado transformou a Fazenda em um modelo no segmento cafeicultor que vem sendo seguido por diversos produtores.

“Queremos auxiliar principalmente os pequenos produtores a cultivar um café de melhor qualidade e de maior valor agregado, sem ter que fazer grandes investimentos. Por exemplo, para evitar o uso de defensivos químicos e a degradação da Fazenda, aproveitamos os recursos que a própria natureza nos dá. Usamos produtos biológicos e processos naturais, apostando na inovação como a melhor arma para combater as pragas e aumentar a produção”, explica Alexandre Moscofian.

Outro exemplo dessa inovação é a utilização de adubagem organo mineral com bactérias para retirar o Nitrogênio do ar e introduzi-lo nos grãos de café. “Não usamos adubos orgânicos, pois, como parte do café é exportada, esses adubos não são aceitos em muitos países. Nossa Fazenda é 100% sustentável. Usamos produtos biotecnológicos para fazer o controle de pragas e tratamos a água da chuva para usá-la na irrigação”, justifica o executivo.

Outros diferenciais que também garantem maior produtividade são sistema Safra Zero, o uso de uma máquina à laser para selecionar os grãos por cor e tamanho e a utilização de um secador estático que reduz o tempo de secagem do café de 19 para 6 dias.

Para estender o mesmo padrão de qualidade usado na Fazenda para a bebida, os grãos do Café Santa Monica são armazenados durante um ano para concentrar suas propriedades e óleos essenciais e só depois vão para uma torrefadora própria onde são torrados em pequenos lotes para destacar suas características gourmet e garantir o dulçor e aroma da bebida.

Com certificações da Ascafea, UTZ, Emater, Brazil Speciality Coffee Association e da Certifica Minas Café, a Fazenda produz cafés das espécies Novo Mundo e Catuaí que são utilizados tanto na produção de sua linha gourmet, quanto comercializados no mercado interno e exportados para diversos países.

A maior parte do café produzido na Fazenda é considerada gourmet por ter mais de 80 pontos na escala da BSCA (Brazilian Specialty Coffee Association). Para ser classificado como café especial, um café precisa atingir o mínimo de 80 pontos, de acordo com a metodologia SCAA que definiu uma escala de 0 – 100 pontos para avaliar a qualidade dos grãos

Fonte: Matéria Primma


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