Secretaria de Agricultura e Abastecimento orienta sobre como prevenir incêndios em plantações

Agricultura - 12 de julho de 2019

O Inverno é a época do ano em que as temperaturas ficam baixas e o ar fica seco, deixando as fogueiras mais comuns. No entanto, o fogo pode não ser benéfico às plantações e ao meio ambiente. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo traz dicas para o produtor evitar os incêndios em sua plantação e aponta os prejuízos que o fogo traz ao ambiente, cultivos e pessoas.

Para prevenir o fogo nesta época seca, é fundamental que o agricultor não jogue bitucas de cigarros na palhada, não deposite lixo em local inadequado, não queime lixo e nem solte balões, pois os danos nesses casos são inevitáveis. É indicada a construção de aceiros (faixas de solo nu limpas de qualquer vegetação) nos limites das plantações e pastagens, em locais onde são recorrentes os incêndios como áreas com cana de açúcar, reflorestamentos de eucalipto e pastagens. Isso evita a proliferação das chamas.

O engenheiro agrônomo Júlio Romeiro, diretor da Regional Botucatu da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), dá quatro dicas para prevenir o fogo em área agrícola.

1 – O primeiro passo é não provocar o incêndio como forma de limpeza do terreno para iniciar o plantio, mesmo que aparentemente seja benéfico.

2 – O segundo passo é promover campanhas de conscientização entre produtores, funcionários e também população no geral, pois se sabe que muitos incêndios têm origem na atitude inconsequente das pessoas.

3 – Em terceiro lugar montar aceiros é fundamental para evitar o alastramento das chamas.

4 – Por último, o produtor, juntamente ao corpo de bombeiros local, deve estar preparado para o controle do incêndio, principalmente no início, quando o potencial de avanço e destruição ainda é pequeno, pois em pouco tempo o fogo pode se tornar incontrolável.

As queimadas trazem prejuízos enormes para os elos da agricultura e meio ambiente, por exemplo, o fogo destrói a microbiota do solo, tão importante para a agricultura sustentável, altera características físicas da superfície tornando-a mais vulnerável a processos erosivos. O terreno agrícola perde nutrientes significativos como nitrogênio, fósforo e potássio e em função das altas temperaturas, em solos tropicais, a matéria orgânica é perdida – tornando o sistema insustentável.

Com relação ao meio ambiente, o impacto negativo dos incêndios é altíssimo, porque prejudica o ar por lançar na atmosfera gases tóxicos como metano, monóxido de carbono, oxido nitroso, entre outros gases, que atuam no aquecimento da atmosfera. Também causa problemas respiratórios em concentrações populacionais próximas, sejam áreas urbanas ou rurais. Além disso, gera danos à fauna silvestre do local e mata animais como tatus, lobos-guará, tamanduás, aves, dentre diversas outras espécies.

“A prevenção e educação de todos é a principal arma contra os incêndios, e apenas com o comprometimento de todos juntos será possível reduzir esse problema tão sério, que assola não só o Estado de São Paulo como o Brasil. Caso contrário, sempre trabalharemos como bombeiros, ou seja, apagando fogo”, ressaltou Romeiro.

Prejuízos:

– Destruição da cobertura vegetal e perda de matéria orgânica, expondo o solo aos processos erosivos;
– Danos às infraestruturas produtivas como cercas, cochos e bebedouros;
– Perda de biodiversidade;
– Perda de nutrientes e de umidade do solo;
– Perda de produtividade e de renda agropecuária;
– Emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE);
– Diminuição da qualidade do ar prejudicando a saúde das pessoas;
– Destruição da vegetação nativa que protege corpos d’água.

Após as chamas, os agricultores terão solos menos férteis do ponto de vista químico ou biológico e menos sustentáveis do ponto de vista físico. O engenheiro agrônomo da CDRS Mário Totti, da Regional de Presidente Venceslau, comenta que “após uma queimada, o dano fica consolidado, mas pode ser mitigado com reinvestimento do produtor para um reinício”.

“Utilizar, intencionalmente, a queimada para limpar e preparar o solo para o plantio é proibido e não traz nenhum benefício ao produtor. Prevenir é a melhor atitude”, finalizou Totti.

Fonte: Assessoria de Comunicação Por Kevin Previatti

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