Soja intensifica correção à espera do USDA e fecha pregão desta 4ª feira em queda na CBOT

Agricultura - 7 de Março de 2018

O mercado da soja na Bolsa de Chicago intensificou seu movimento de correção técnica na sessão desta quarta-feira (7) e terminou o dia com baixas de 7,75 a 9,50 pontos nos principais vencimentos, ou algo entre 0,72% e 0,89%. Segundo explica o analista de mercado Adriano Gomes, da AgRural, os futuros do grão acompanharam o movimento de baixa também do farelo de soja, que cederam mais de 1% neste pregão. O óleo também apresentou recuos da mesma ordem.

Dessa forma, o contrato maio/18 fechou o dia com US$ 10,65 por bushel, enquanto as posições julho e agosto se mantêm acima dos US$ 10,70.

Parte dessa correção reflete a busca dos traders por um melhor posicionamento antes do relatório mensal de oferta e demanda de março que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta quinta-feira, 8 de março. Alguns dos números mais esperados são aqueles que estimam a safra da América do Sul, mais especificamente aqueles sobre a Argentina.

“Chegamos a um ponto sem volta na questão da safra argentina tanto para a soja, quanto para o milho. Com pouca ou quase nenhuma chuva entre os meses de dezembro e fevereiro, a única questão ainda pendente é o tamanho da perda”, explica o analista sênior de grãos do portal DTN, Darin Newsom.

Os números das estimativas com qual trabalha o especialista, porém, ainda parecem bastante conservadores diante das informações que chegam, inclusive, da própria Argentina. A média pré-relatório é de 48,1 milhões de toneladas para a soja, com o intervalo variando entre 43 e 53,5 milhões.

Para Gomes, o mercado ainda sustenta a dúvida de qual será, de fato, o tamanho da quebra na Argentina e, principalmente, se isso já foi precificado pelo mercado. “O mercado está de olho nos números do USDA e eles poderão ajudar os preços a tomarem uma definição”, diz.

Paralelamente, o mercado da soja em Chicago observou ainda, de acordo com informações apuradas pela Labhoro Corretora, alguns mapas climáticos mostrando um pouco mais de chuvas para o centro e norte da Argentina. Os mapas valem até dia 17 de março.

Entretanto, essas precipitações devem chegar tarde demais para amenizar a situação dos campos argentinos de soja.

No paralelo, os temores da tensão ao redor de uma possibilidade de disputa comercial entre China e Estados Unidos podendo pesar sobre o mercado da oleaginosa também trazem alguma pressão sobre as cotações, embora as informações ainda estejam no campo das especulações.

Fonte: Notícias Agrícolas

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