Variedade de sorgo reduz custos na pecuária

Agricultura - 15 de agosto de 2020

Cultivar pode atingir até 35 toneladas de matéria seca por hectare

O Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, disponibiliza uma variedade de sorgo forrageiro de alto desempenho para a alimentação do gado. A cultivar IAC Santa Elisa produz o dobro de matéria verde em relação ao milho, característica que resulta em menor custo de produção. O volume de massa produzido também impressiona, podendo alcançar 35 toneladas de matéria seca, por hectare.

O maior uso do sorgo é para silagem, mas ele é usado também como segunda cultura, após a colheita da soja, como planta de cobertura ou pastoreio direto. A planta é de porte alto, com média de 2,5 a 3,9 metros e ciclo longo, de 125 a 205 dias após o plantio, para corte na fase de grão pastoso. Vem com resistência ao tombamento e doenças foliares. Também se caracteriza pela capacidade de rebrota. Uma planta pode originar outras cinco.

Dentre as vantagens do sorgo forrageiro está a alta produção de massa, com a utilização dos mesmos insumos, característica que reduz o custo por hectare, no caso de uso para silagem. Quando bem elaborada, a silagem tem o mesmo valor nutritivo da forração verde. A ensilagem é uma forma tradicional de reservar alimento volumoso para o período de seca.

Para fazer silagem, a recomendação é plantá-lo nos dois primeiros meses do ano, pois a partir de março a planta fica baixa. Depois que o gado se alimenta, é passada a roçadeira na lavoura e o sorgo, então, rebrota, o que constitui outra qualidade do cereal.

Se não tiver interesse na rebrota, o agricultor pode optar por dessecar a cultura e usá-la para fazer a cobertura de plantio direto para a instalação da soja. Além da produtividade e da economia, o sorgo é mais resistente ao estresse hídrico, que o torna adequado às áreas de Cerrado. Neste bioma, o período em que pode ser plantado é maior do que no caso do milho, tornando-o ideal para cultivo.

“Como o sorgo produz a substância durrina, que é concentrada nas plantas novas e é toxica aos animais, o pastoreio só deve ser feito com as plantas de sorgo maior que 70 centímetros”, ressalta o pesquisador do IAC, Eduardo Sawazaki

De modo geral, o sorgo é cultivado no Brasil nas regiões onde há gado de leite e de corte, em especial em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. De acordo com o pesquisador, no Sul é mais plantado o sorgo capim Sudão em sequência ao azevém, para formação de pasto. Os pecuaristas buscam por plantas forrageiras de elevada produtividade. O objetivo é suprir a necessidade de volumoso suplementar para os animais durante a seca, quando as pastagens se tornam escassas e com baixo teor nutritivo.

*Com informações da assessoria de imprensa

Fonte: Agrolink Por Eliza Malliszewski


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