Pragas de solo reduzem produtividade agrícola, longevidade dos canaviais e qualidade da matéria-prima

As pragas de solo constituem um dos principais problemas fitossanitários da cana-de-açúcar. Esse grupo pode ser caracterizado como insetos que atacam o sistema radicular ou outras partes das plantas, mas que apresentam todo o ciclo, ou pelo menos uma das fases dele, no solo.
Dentre as principais pragas de solo associadas à cultura da cana-de-açúcar, destacam-se o Sphenophoruslevis, Migdolus, pão-de-galinha, larvas-arame, Naupactus spp., crisomelídeos, Percevejo-castanho, pérola-da-terra, broca-gigante e Hyponeuma. De forma geral, pode-se afirmar que os prejuízos causados por essas pragas são enormes, pois o foco de seus ataques é o sistema radicular mais nobre da cana – representado pelas raízes mais profundas e bases de colmos -, que são responsáveis por garantir a brotação e a produtividade das soqueiras. Em muitos casos, a redução na produtividade chega a atingir 25 toneladas de cana por hectare (TCH) em áreas bastante infestadas.
O complexo de cupins já foi considerado como a praga de solo mais importante do segmento, gerando grandes impactos na produtividade agrícola e na qualidade da matéria-prima. Entretanto, como a eficácia dos inseticidas tem se mostrado alta, em muitos locais de produção de cana os cupins já não são mais considerados pragas importantes para a cultura.
Fonte: CanaOnline

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