Resistência antimicrobiana desperta preocupação

A resistência antimicrobiana (AMR) é um problema que vem aumentando consideravelmente e preocupando instituições de pesquisa em todo o mundo. O problema ocorre naturalmente quando microrganismos, sendo bactérias, fungos, vírus e parasitas, desenvolvem a capacidade de se defender contra os antimicrobianos que tomamos, dizem os especialistas.

Um microrganismo pode ser resistente a um ou mais antimicrobianos, isto é, multirresistente. Dada esta situação, existem poucos antimicrobianos que podem salvar a vida de uma pessoa ou animal e o quadro pode ser ainda pior, pois há bactérias no mundo chamadas resistentes à panela, que são resistentes a todos os antimicrobianos conhecidos.

Nesse cenário, o Serviço de Saúde e Qualidade Alimentar Nacional (Senasa), juntamente com o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) e outros institutos, todos da Argentina, fornecem recomendações aos profissionais de saúde para que atuem quando pessoas e animais adoecem. Estas organizações aconselham a população de todos os países do mundo sob o conceito de “Um Mundo, Uma Saúde”, que enfatiza a consciência coletiva da ligação entre doenças animais e saúde pública.

De acordo com algumas avaliações, as perdas globais de produção devido a doenças que afetam animais para consumo excederiam 20%, o que sugere que mesmo doenças animais não transmissíveis a seres humanos poderiam causar sérios problemas de saúde pública. O controle do agente patogênico na fonte animal poderia evitar qualquer problema de saúde pública subsequente, portanto a importância de arbitragens orçamentárias apropriadas em termos de ação preventiva.

Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems