Sem Chicago, soja patina com poucos negócios no Brasil

Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a quinta-feira (04.07) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação voltando a cair levemente, cerca de 0,09%. Com isso os preços recuaram para R$ 80,36/saca, deixando as perdas do mês em 1,76%.

Nas praças de comercialização do interior do País a baixa foi de 0,45%, arrastando a cotação da saca para R$ 74,95 e mantendo o saldo positivo em 0,99% no mês. De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, a soja brasileira foi pressionada pela queda de 0,71% do Dólar norte-americano. “Como foi Feriado em Chicago, o bushel e os prêmios não tiveram alteração na média nacional, e poucos negócios foram registrados no Brasil”, observa o analista da T&F, Luiz Fernando Pacheco.

No mercado físico internacional de subprodutos a cotação dos pellets de soja em Rotterdam subiu para US$ 374,00 (afloat). Já as cotações dos óleos vegetais em Rotterdam foram as seguintes (primeiro mês cotado): o óleo de canola fechou a US$ 819,00 (817,58)/t, o óleo de linhaça fechou a US$ 777,50 (777,50)/t, o óleo de soja a US$ 727,62 (721,73)/t, o óleo de girassol a US$ 750,00 (750,00)/t e óleo de palma a US$ 492,50 (495,00)/t.

FUNDAMENTOS

A colheita da safra 2018/19 de soja da Argentina foi finalizada, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. A previsão de produção foi mantida em 56 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 60% ante o ciclo anterior, quando a produção foi fortemente afetada por uma seca prolongada no verão. O volume também ficou 8,7% acima da média das últimas cinco temporadas.

Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems