Syngenta investe em agtech na América Latina 

A última aquisição do grupo foi a brasileira Strider

A Syngenta vem promovendo uma série de anúncios que indicam uma clara aposta da multinacional na área de tecnologia da informação para a produção agrícola – principalmente na América Latina. Os investimentos da empresa em agtech vão desde aplicativos de automação da pulverização até ferramentas de gerenciamento de risco.

No último mês de maio a Syngenta anunciou a conclusão da aquisição da Strider, uma plataforma brasileira de softwares de gerenciamento agrícola. Além disso, a empresa realizou investimentos no mercado argentino comprando a Agrofy, um “marketplace” de vendas de máquinas e produtos agrícolas, pelo valor de US$ 6 milhões.

Segundo, Ariadne Caballero, líder de Agricultura Digital para América Latina na Syngenta, ainda está sendo feito um trabalho para identificar quais são os principais desafios que os agricultores da América Latina estão enfrentando. A partir daí, a ideia é abranger o maior número de produtores possível com seus novos investimentos.

“No topo, você tem grandes empresas do agronegócio que estão usando ERPs e tudo é executado através de software, mas uma vez que você descobre que você tem alguns que estão usando caneta e papel e alguns que estão apenas mantendo tudo na cabeça. Então, estamos tentando atender a todos esses segmentos diferentes, dependendo do tipo de decisão que eles precisam tomar”, explicou ela em entrevista ao Portal Agfunder News.

Caballero explica que o foco principal da Syngenta é na identificação dos riscos potenciais que o produtor irá enfrentar e que prejudicarão no rendimento de sua lavoura. Para isso, ela admite ser possível uma parceria com outras empresas privadas a fim de desenvolver produtos de qualidade e que realmente colaborem com o processo produtivo.

“Nós nos concentramos em três pilares. No coração estão os sistemas de gerenciamento de fazendas porque é aqui que criamos o maior valor para o cliente no nível de compreensão de seus números. A partir disso, temos ferramentas de agronomia digital que são o núcleo da Syngenta. A peça final é ferramentas de gerenciamento de risco – como você usa dados para reduzir o risco para os produtores?”, conclui.

Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottens

Crédito: Domínio Público/Pixabay