Vazio Sanitário da Soja tem início na Bahia

Do dia 1 de julho até 7 de outubro os sojicultores do Oeste baiano não podem manter nenhuma planta voluntária nas lavouras de soja. A destruição das tigueras atende à determinação da Portaria nº 235/2017, da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), cujo objetivo é prevenir e combater o fungo causador da ferrugem asiática – doença que mais tem preocupado os sojicultores no Brasil -.

O período de “tiguera zero”, também chamado de Vazio Sanitário, é a medida mais eficaz para conter a proliferação da praga. Os agricultores que não cumprirem as exigências sanitárias estão sujeitos às penalidades, a exemplo de multas aplicadas pelo órgão fiscalizador. Isso sem contabilizar os prejuízos incalculáveis que a doença pode provocar à plantação.

De acordo com o coordenador do Programa Fitossanitário da Soja e do Milho da Aiba, Armando Sá, os dados atuais são preocupantes. “Mais de 70% das amostras coletadas em toda região foram positivas à ferrugem. Por isso, intensificamos o nosso trabalho de educação sanitária e de conscientização do produtor, através das visitas dos nossos técnicos às fazendas, a fim de orientar sobre a adoção de boas práticas. Só conseguiremos reverter esse quadro com a ajuda de todos os agricultores”, diz, enquanto convoca a categoria a fazer sua parte.

No Oeste da Bahia são disponibilizados dois laboratórios para análise das plantas: na Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães; e na sede da Adab, me Barreiras. Os casos suspeitas podem ser encaminhado para uma dessas unidades.

Fonte: Agrolink c/Inf. Assessoria