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Cercas inteligentes contribuem para proteção de espécies silvestres em risco de extinção

*Por Amanda Dione Silva

Animais silvestres e exóticos podem representar um desafio para a agricultura e a pecuária. Mas você sabe a diferença entre esses animais? Silvestres são aqueles que pertencem à fauna nativa, migratória ou outras que tenham sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente em determinado território. Eles fazem parte do ecossistema local e desempenham papel importante na manutenção do equilíbrio ambiental. 

Os animais exóticos não são nativos do país onde são encontrados. Eles foram introduzidos pelo ser humano, algumas vezes para fins comerciais e de alimentação. Essas espécies podem representar riscos para o ecossistema local, pois competem com espécies nativas por recursos, e até transmitir doenças. O javali é um importante exemplo de espécie exótica invasora, que se tornou um problema em diversos países, bem como o javaporco. 

O javaporco é um animal híbrido, resultante do cruzamento do javali com o suíno doméstico. Esse animal não tem um predador natural no Brasil, tendo em vista seu porte, sua força e sua agressividade. A espécie se adapta muito bem em qualquer ambiente, se reproduz com facilidade e tem número considerável de filhotes por gestação, o que reforça a amplitude de seu dano ao meio ambiente e a propriedades rurais. Por serem animais onívoros e andarem em bandos, atacam com frequência lavouras de grãos, criatórios de pequenos animais, além de pisotearem nascentes de água e se alimentarem de raízes, frutas, hortaliças e brotos, gerando impactos consideráveis para a fauna e a flora e prejuízos às propriedades rurais. 

Os javalis figuram entre as 100 piores espécies invasoras do mundo, segundo o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento, elaborado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Seu manejo, contudo, precisa ser cuidadoso, já que pode contribuir para a extinção de espécies nativas. 

A caça para controle apenas de javalis e javaporcos é autorizada no Brasil. Entretanto, como eles são fisicamente semelhantes à queixada e ao cateto, muitas vezes essas espécies acabam sendo confundidas. Conhecer algumas características dos animais ajuda a evitar equívocos. 

Queixadas possuem pelagem escura com uma faixa branca no queixo, pesam cerca de 30kg e vivem em bandos de até 300 animais. Habitam praticamente todo o território brasileiro e atualmente é uma espécie classificada como vulnerável. Catetos têm a pelagem acinzentada, com um “colar” branco sobre o pescoço. São menores que queixadas, apresentam basicamente a mesma distribuição geográfica, andam em bandos em torno de 10 indivíduos e pesam aproximadamente 18kg. Ambos são chamados “porcos-do-mato”, apesar de não serem porcos. Já os javaporcos são bem maiores (um adulto pode facilmente ultrapassar os 100kg) e possuem cauda e orelhas mais compridas. Os bandos não têm um padrão definido, porém, geralmente há a presença de um macho dominante. 

De forma geral, essas espécies, além de outras, encontram nas propriedades rurais fonte de alimento, podendo causar perdas consideráveis aos agricultores e aos pecuaristas, sendo a melhor recomendação mantê-las afastadas, evitando sua entrada no local. Nesse sentido, o cercamento é uma opção eficaz no controle, tanto para proteger os silvestres quanto para impedir o ataque dos exóticos. Sem acesso a alimentos, as espécies tendem a buscar novas áreas. 

Referência no mercado brasileiro de arames de aço, a Belgo desenvolveu uma tela especial para proteger as áreas cultivadas, além de criações animais contra a entrada de espécies exóticas. A tela Belgo Javaporco é eficaz também para conter outras espécies silvestres (tais como o cateto, a queixada e a capivara). Com 11 fios e altura de 1,20m, essa cerca possui fios horizontais e verticais interconectados, com espaçamentos apropriados e resistência mecânica suficiente para o controle da passagem dos animais. 

Soluções como essa ajudam a preservar a fauna brasileira, permitindo o manejo sustentável de espécies exóticas e contribuindo ainda para a redução das manutenções com cercas e aumento da produtividade dos agricultores e pecuaristas. 

*Amanda Dione Silva, zootecnista, doutora em zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e analista de mercado agro da Belgo Arames .

Fonte: Rafael Iglesias – Texto Assessoria

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