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Imunonutrição, nova prática que impacta positivamente produção animal

A produção animal exige, cada vez mais, técnicas e práticas que contribuam para elevar a produtividade das propriedades rurais, integrando os conceitos de saúde e de bem-estar animal. Nesse sentido, o conceito de “imunonutrição” aparece como uma forma de modular as respostas do sistema imunológico, manter o equilíbrio da microbiota intestinal e evitar processos pró-inflamatórios, por meio do fornecimento de nutrientes e/ou aditivos, visando a homeostase do organismo sob desafios.

Uma das formas mais eficazes de garantir a saúde e o bem-estar dos animais com impacto em crescimento e produção é entender os fatores externos e internos que afetam a saúde intestinal e a resposta imune. com isso, a imunonutrição é um conceito importante a ser considerado, já que impacta diretamente na forma com que o metabolismo utilizará os nutrientes em ordem prioritária. Essa é uma medida importante para prevenção e controle de desafios que afetam a saúde e desempenho animal .

Os aditivos à base de leveduras, por exemplo, podem ser considerados imunonutrientes e utilizados em programas “AGP Free” (do inglês “livre de antibióticos promotores de crescimento”) ou com redução do uso de antibióticos, preparando melhor os animais para enfrentar os desafios. Essa tecnologia tem sido foco da ICC, empresa líder em soluções nutricionais naturais à base de leveduras para produção animal.

As discussões sobre as exigências de cada mercado e dos consumidores, na produção animal, estão avançando e mudando rapidamente. Nos últimos anos, o conceito de imunonutrição ganhou força e tem sido um tema bastante discutido nas diversas espécies. Como o objetivo é preparar o plantel para os desafios diários, isso gera impacto em crescimento e produção. O conceito só foi entendido e aplicado à nutrição animal há pouco tempo, mesmo com os conhecimentos em alimentação, sanidade, manejo e ambiência sendo bastantes avançados e tecnificados.

Mas o que são os imunonutrientes? Essa categoria inclui alguns aminoácidos, nucleotídeos, lipídios, vitaminas e oligoelementos. Existem também substâncias imunomoduladoras, ou seja, que não serão absorvidas, como os nutrientes, mas que têm capacidade de modificar a resposta do sistema imunológico (direta ou indiretamente), a integridade intestinal, a microbiota e/ou processos oxidativos, como prébióticos, probióticos, fitoterápicos e ácidos orgânicos, entre outros.

É importante entender o papel do trato gastrointestinal, que além de responsável pela digestão e absorção, é o órgão com maior quantidade de células imunológicas. Manter a integridade deste evitará que patógenos e outros fatores afetem a capacidade de resposta imunológica do animal e também o custo metabólico.

Em conclusão, as substâncias que podem ter influência sobre a microbiota, permeabilidade intestinal e sistema imune (imunonutrientes) estão interconectas com saúde, bem-estar e crescimento. Por isso, conhecer o modo de ação destes é fundamental para o fazer os monitoramentos corretos, mensurar os benefícios esperados e quantificar os retornos ao investimento.

Por: Melina Bonato, zootecnista, mestre e doutora em zootecnia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e gerente global de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da ICC

Fonte: Texto Comunicação Corporativa

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