Seca na China, EUA e Europa é oportunidade pro feijão brasileiro

Vai ficando para trás a possibilidade de quedas acentuadas nas fontes.

“Todos nós sofreremos as consequências da seca na China, na Europa e nos Estados Unidos. Sim, na China a seca significa a falta de energia elétrica e consequentemente suprimentos para movimentar as indústrias de diversos setores”. A afirmação é de Marcelo Lüders, presidente do Ibrafe (Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses).

Por outro lado, projeta o dirigente, os efeitos do fenômeno climático La Niña abrirão uma “enorme oportunidade de exportação. Precisamos urgentemente ter claro qual será o cenário de abastecimento de Feijões no Brasil. Mas é importante entender o impacto do La Niña na produção das regiões afetadas pela seca”.

“Estamos focados no que acontece agora na comercialização do Feijão colhido durante o mês de agosto no Brasil. Ao que tudo indica, o volume a ser colhido durante o mês de setembro será de 130 mil toneladas e não será comparado com aquilo que foi colhido em agosto, algo ao redor de 300 mil toneladas”, explica Lüders.

PREÇOS

Ainda de acordo com o comandante do Ibrafe, o consumo deverá ultrapassar as 170 mil toneladas no Feijão-carioca. “Pequenas oscilações irão acontecer no mês de setembro, mas vai ficando para trás a possibilidade de quedas acentuadas nas fontes. Na última sexta-feira, valores acima dos praticados durante a semana foram reportados, em Minas Gerais R$ 315 e em Goiás R$ 295, por saca de 60 quilos”, aponta ele.

Segundo Marcelo Lüders, o levantamento para a área da 1ª Safra Paraná 2023 dá base para valorização . “O que temos notado é que os produtores estão cada vez mais cientes de que a referência do Brás não influencia mais, se sobe ou baixa em São Paulo, para o Feijão nas fontes só o que determina o preço é a disponibilidade no campo”, conclui.

Por: AGROLINK – Leonardo Gottems