Classificação de grãos FOB pode reduzir custos operacionais

Agricultura - 7 de abril de 2021

Nesta  modalidade o classificador é contratado pelo comprador para ir até o local de embarque do grão e emitir o laudo de classificação, garantindo assim uma melhor gestão operacional

A classificação de grãos feita na origem, também chamada de FOB pelas classificadoras, é essencial para garantir que a carga corresponda às especificações contratadas, assegurando a qualidade do grão, uma melhor gestão operacional e a redução de custos.  Na modalidade FOB o classificador é contratado pelo comprador para ir até o local de embarque do grão emitir o laudo de classificação.
O classificador acompanha o carregamento, coleta a amostra, classifica os grãos e emite laudos de classificação. O processo, no entanto, não para aí. A classificação pode ocorrer várias vezes dentro da cadeia logística, desde o momento em que sai da fazenda até o embarque no navio, se for para exportação.
Em cada etapa do processo, cada vez que a carga muda de modal é aferida a qualidade novamente dos grãos. Uma carga de soja, por exemplo, pode chegar a ser classificada sete vezes, dependendo do tipo de transporte que será realizado até o destino final, como caminhão, barcaça, vagão, navio.
Todo esse trabalho de classificação requer equipamentos e instrumentos de última geração, como determinador de umidade, balanças eletrônicas, peneiras, entre outros itens que compõem o kit. Alguns desses instrumentos, especialmente os medidores e balanças, devem estar aferidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
O portfólio da empresa paranaense LocSolution,  detentora da marca Motomco que fabrica este tipo de equipamento,  traz entre seus produtos o medidor de umidade 999 FBI, ideal para classificações FOB, salas de classificação com fluxos moderados, secadores e laboratórios.
É o primeiro equipamento semiautomático com comunicação serial aprovado pelo Inmetro, com interface com o computador, impressoras, resultados via QR Code, entre outras vantagens.
A LocSolution possui aparelhos espalhados em várias localidades do Brasil. Todos  possuem rastreio para maior segurança patrimonial e também da empresa classificadora, podendo ser ativados num mapa em tempo real.
A diretora comercial e de marketing da LocSolution, Manoella Rodrigues da Silva, explica que  a empresa é a primeira a ter software de rastreio. “Hoje por meio do nosso aplicativo exclusivo Motomco, podemos ter os resultados das medições via celular com a leitura de um QR Code.  Num futuro próximo, as atualizações de software ou curvas de calibração serão no mesmo formato das atualizações de celular, tudo interligado automaticamente”, explica.
Além dessas vantagens, a diretora da empresa destaca que o aplicativo foi desenvolvido com o conceito machine learning, que detecta eventuais falhas, antes mesmo de ocorrerem, possibilitando a substituição rápida do equipamento. “Desta forma, o operador não precisará interromper o trabalho durante a safra caso haja problemas com os aparelhos, pois nós conseguiremos detectá-los antes que aconteçam”, afirma.
Segundo Manoella, os procedimentos para classificação de grãos devem ser realizados de forma transparente e confiável, até porque as classificadoras se responsabilizam toda vez que emitem um laudo de qualidade. Por isso, a eficiência operacional e a qualidade do grão são importantes em todos os processos de classificação.
Qualidade do grão – A qualidade dos grãos é medida com base em determinadas características como umidade, grãos avariados, partidos, quebrados, esverdeados e amassados, matérias estranhas e impurezas, entre outros critérios de avaliação. Os parâmetros qualitativos são representados pelos defeitos e, os quantitativos, pelos níveis de tolerância desses defeitos, que são expressos em percentuais.
Se o destino do grão for a exportação, o padrão de qualidade deve seguir as normativas da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec). Os contratos ANEC 41 e 42, específicos para exportação de soja, são baseados nas normativas brasileiras, que garantem aos importadores os padrões de qualidade da commodity e estão presentes nas negociações de venda.
Fonte: VB Comunicação


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