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O protagonismo da inovação para um agronegócio cada vez mais sustentável

Por Bernardo de Castro*

O agronegócio brasileiro é responsável por aproximadamente 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Ele está historicamente à frente em sua capacidade competitiva, o que se relaciona diretamente com nossas características geográficas — clima, solo e diversidade de biomas — e com nossa cultura nacional. No entanto, outro fator também tem colaborado para potencializar o agro enquanto fonte de riqueza produtiva: o uso de tecnologias e práticas inovadoras a favor da sustentabilidade.

Esse é um tema cada vez mais discutido no mercado, tanto por exigência de consumidores mais conscientes e preocupados ambientalmente, como pela crescente necessidade global de preservar o que se tem hoje para garantir o futuro da sociedade. E, na pandemia, essas questões foram ainda mais fortalecidas. Segundo estudo do Instituto Ipsos, 85% dos brasileiros afirmaram acreditar que questões ambientais — como desmatamento, poluição e mudanças climáticas — devem ser tratadas como prioridade na recuperação do país pós-Covid.

No agro, a atenção a esse tópico é essencial por diversos motivos. O principal é o simples fato de que, sem natureza, não há ecossistemas e matérias-primas e, consequentemente, não há agricultura e nem pecuária. Trabalhamos com o que o meio ambiente nos proporciona e, portanto, saber utilizá-lo da melhor forma é um compromisso do setor.

Nesse processo, a tecnologia tem sido uma grande aliada. Aumentando a efetividade das produções e reduzindo desperdícios, ela tem contribuído fortemente na diminuição dos impactos ambientais. Não é à toa que, como resultado de muita pesquisa e inovação, o Brasil conseguiu crescer 420% na produtividade com um aumento de 47% da sua área de produção nos últimos 60 anos, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Melhor para o meio ambiente e para o produtor rural

Além de reduzir o impacto ao meio ambiente, as práticas sustentáveis beneficiam os próprios agricultores. Há um melhor aproveitamento das áreas plantadas e mais produtividade e qualidade nos resultados alcançados, o que reflete em aumento de renda para o produtor rural.

O uso de soluções da agricultura de precisão, como os controladores inteligentes de fertilizantes e herbicidas, pode reduzir em até 25% o uso de agroquímicos em uma operação agrícola, por exemplo. Uma logística automatizada, por sua vez, permite que as máquinas se desloquem menos e de forma mais eficiente. O planejamento detalhado das operações, aliado a ferramentas de controle de tráfego e monitoramento de frotas, garante agilidade aos processos e pode gerar economias de até 10% em combustível pela otimização do processo como um todo.

Podemos estimar que, em 2020, pelo menos 190 milhões de litros de combustíveis tenham sido economizados nas fazendas ao redor do mundo que utilizam tecnologias da Hexagon. Por conta disso, aproximadamente 500 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) deixaram de ser liberadas no meio ambiente. Somente a tecnologia para promover tanto estes benefícios ao meio ambiente quanto maior eficiência, economia e produtividade à agricultura.

Na mesma vertente, estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) projetam que o setor tem capacidade para neutralizar as emissões de gases de efeito estufa provenientes das produções pecuárias e de soja até 2030. As estatísticas são importantes para comprovar o potencial das tecnologias em beneficiar o meio ambiente e, consequentemente, a sua importância para um agronegócio sustentável e eficiente. Com soluções inovadoras, podemos alcançar processos melhores para o agro, para a natureza e para toda a sociedade.

Bernardo de Castro, presidente da divisão de Agricultura da Hexagon*

Fonte: Dialetto

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